SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2015
Devido às condutas adequadas no atendimento inicial, o paciente referido na Situação-Problema 6 chega a uma unidade especializada em atendimento ao trauma. Mantém taquicardia, está descorado, com pele fria e pálida, apresenta melhora temporária com as medidas iniciais tomadas, mas evolui com piora do choque, sem exteriorização de sangramento. Nesse momento, a partir do exame a ser realizado na tentativa de identificar a causa do choque, indique o achado que deve ser identificado no exame
Piora do choque após trauma sem sangramento externo → Investigar hemorragia interna com FAST (abdome, tórax, pericárdio).
Em pacientes traumatizados que apresentam choque refratário ou piora após medidas iniciais, e sem sangramento externo evidente, a principal suspeita é hemorragia interna. O exame FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é a ferramenta diagnóstica de escolha para identificar rapidamente a presença de líquido livre (sangue) em cavidades como abdome, pericárdio e tórax.
O choque hipovolêmico é a principal causa de morte evitável em pacientes traumatizados. A identificação e o controle rápido do sangramento são primordiais. Em muitos casos, o sangramento é interno e não visível, o que torna o diagnóstico desafiador. A avaliação inicial do trauma segue o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), que prioriza a via aérea, respiração, circulação, disfunção neurológica e exposição. Quando um paciente traumatizado apresenta sinais de choque (taquicardia, hipotensão, palidez, pele fria) e não há sangramento externo evidente, deve-se suspeitar fortemente de hemorragia interna. Os sítios mais comuns de sangramento oculto são as cavidades torácica, abdominal e pélvica, além de fraturas de ossos longos. A melhora temporária com a reanimação volêmica, seguida de piora, é um sinal clássico de sangramento ativo e contínuo. O exame FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é a ferramenta de escolha para a detecção rápida de líquido livre (sangue) nessas cavidades. Um FAST positivo em um paciente instável indica a necessidade de intervenção cirúrgica imediata (laparotomia, toracotomia, fixação pélvica). Outros exames como radiografias e tomografia computadorizada podem ser usados, mas o FAST é preferível pela rapidez e por ser realizado à beira do leito, sem necessidade de transporte do paciente instável.
Os principais sítios de sangramento oculto em trauma são o abdome (lesões de órgãos sólidos como baço e fígado, ou retroperitônio), tórax (hemotórax), pelve (fraturas pélvicas) e ossos longos (especialmente fêmur).
O exame FAST é indicado no atendimento inicial de pacientes traumatizados hemodinamicamente instáveis ou com suspeita de sangramento interno, para identificar rapidamente a presença de líquido livre (sangue) no abdome, pericárdio e tórax. É uma ferramenta rápida e não invasiva.
Os sinais de choque hipovolêmico incluem taquicardia, hipotensão (relativa ou absoluta), pele fria e pálida, tempo de enchimento capilar prolongado, alteração do nível de consciência e oligúria. A resposta inicial à fluidoterapia pode ser temporária em casos de sangramento contínuo.
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