Choque Hipovolêmico no Trauma: Reposição e Controle Hemorrágico

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

No manejo de choque em pacientes politraumatizados, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) O choque séptico é o mais comum em pacientes politraumatizados e deve ser tratado inicialmente com reposição hídrica e administração de corticosteroides.
  2. B) A administração de vasopressores é a primeira linha de tratamento para todos os tipos de choque em politraumatizados, pois melhora a perfusão tecidual.
  3. C) A transfusão de sangue é contraindicada em politraumatizados devido ao risco de complicações, sendo recomendada apenas reposição de cristaloides.
  4. D) No choque hipovolêmico, a reposição agressiva de cristaloides e o controle de hemorragias são as primeiras medidas terapêuticas para estabilizar o paciente.

Pérola Clínica

Choque hipovolêmico em trauma → reposição agressiva de cristaloides + controle imediato da hemorragia.

Resumo-Chave

Em pacientes politraumatizados, o choque mais comum é o hipovolêmico devido à perda sanguínea. A prioridade é restaurar o volume intravascular com cristaloides e, crucialmente, identificar e controlar a fonte da hemorragia para evitar a exacerbação do choque e a coagulopatia. Vasopressores não são a primeira linha no choque hipovolêmico.

Contexto Educacional

O choque em pacientes politraumatizados é uma condição grave que exige reconhecimento e manejo rápidos. O tipo mais prevalente é o choque hipovolêmico, quase sempre de origem hemorrágica, devido à perda de sangue por lesões internas ou externas. O objetivo principal do manejo é restaurar a perfusão tecidual e a oxigenação, prevenindo a falência de múltiplos órgãos. As primeiras medidas terapêuticas, conforme preconizado pelo ATLS (Advanced Trauma Life Support), incluem a reposição agressiva de cristaloides (geralmente solução salina a 0,9% ou Ringer Lactato) para restaurar o volume intravascular. Contudo, a medida mais crítica é o controle imediato da fonte da hemorragia, seja por compressão direta, torniquete, fixação de fraturas pélvicas, ou intervenção cirúrgica emergencial. Vasopressores não são a primeira linha de tratamento para choque hipovolêmico, pois são ineficazes na ausência de volume e podem piorar a perfusão em alguns leitos vasculares. A transfusão de sangue e produtos sanguíneos (hemácias, plasma, plaquetas) é indicada precocemente em casos de choque hemorrágico grave ou hemorragia maciça, seguindo protocolos específicos para otimizar a coagulação e a capacidade de transporte de oxigênio.

Perguntas Frequentes

Qual o tipo de choque mais comum em pacientes politraumatizados?

O choque hipovolêmico hemorrágico é o tipo mais comum de choque em pacientes politraumatizados, resultante da perda de sangue devido às lesões.

Qual a importância do controle da hemorragia no manejo do choque hipovolêmico?

O controle rápido e eficaz da hemorragia é tão crucial quanto a reposição volêmica, pois sem estancar o sangramento, a reposição de fluidos será ineficaz e o paciente continuará a deteriorar.

Quando considerar a transfusão de sangue em politraumatizados com choque hipovolêmico?

A transfusão de sangue deve ser considerada precocemente em pacientes com choque hipovolêmico grave que não respondem à reposição inicial de cristaloides, ou naqueles com evidência de hemorragia maciça, seguindo protocolos de transfusão maciça.

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