CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
No manejo de choque em pacientes politraumatizados, é correto afirmar que:
Choque hipovolêmico em trauma → reposição agressiva de cristaloides + controle imediato da hemorragia.
Em pacientes politraumatizados, o choque mais comum é o hipovolêmico devido à perda sanguínea. A prioridade é restaurar o volume intravascular com cristaloides e, crucialmente, identificar e controlar a fonte da hemorragia para evitar a exacerbação do choque e a coagulopatia. Vasopressores não são a primeira linha no choque hipovolêmico.
O choque em pacientes politraumatizados é uma condição grave que exige reconhecimento e manejo rápidos. O tipo mais prevalente é o choque hipovolêmico, quase sempre de origem hemorrágica, devido à perda de sangue por lesões internas ou externas. O objetivo principal do manejo é restaurar a perfusão tecidual e a oxigenação, prevenindo a falência de múltiplos órgãos. As primeiras medidas terapêuticas, conforme preconizado pelo ATLS (Advanced Trauma Life Support), incluem a reposição agressiva de cristaloides (geralmente solução salina a 0,9% ou Ringer Lactato) para restaurar o volume intravascular. Contudo, a medida mais crítica é o controle imediato da fonte da hemorragia, seja por compressão direta, torniquete, fixação de fraturas pélvicas, ou intervenção cirúrgica emergencial. Vasopressores não são a primeira linha de tratamento para choque hipovolêmico, pois são ineficazes na ausência de volume e podem piorar a perfusão em alguns leitos vasculares. A transfusão de sangue e produtos sanguíneos (hemácias, plasma, plaquetas) é indicada precocemente em casos de choque hemorrágico grave ou hemorragia maciça, seguindo protocolos específicos para otimizar a coagulação e a capacidade de transporte de oxigênio.
O choque hipovolêmico hemorrágico é o tipo mais comum de choque em pacientes politraumatizados, resultante da perda de sangue devido às lesões.
O controle rápido e eficaz da hemorragia é tão crucial quanto a reposição volêmica, pois sem estancar o sangramento, a reposição de fluidos será ineficaz e o paciente continuará a deteriorar.
A transfusão de sangue deve ser considerada precocemente em pacientes com choque hipovolêmico grave que não respondem à reposição inicial de cristaloides, ou naqueles com evidência de hemorragia maciça, seguindo protocolos de transfusão maciça.
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