HDG - Hospital Dilson Godinho (MG) — Prova 2015
Raul, 35 anos, portador de Insuficiência Renal Crônica (IRC), em hemodiálise três vezes por semana, é vítima de acidente automobilístico. Chega ao Pronto-Socorro politraumatizado, com vias aéreas pérvias, inspeção torácica sem alterações, ausculta pulmonar normal bilateral. Apresenta-se pálido, sudoreico extremidades frias, com tempo de enchimento capilar prolongado, pressão arterial = 80 x 60 mmHg, frequência de pulso = 138 bpm. Diante do quadro clínico apresentado, qual a conduta inicial para esse paciente?
Politraumatizado com choque hipovolêmico → iniciar ressuscitação volêmica com cristaloide (1-2L adultos).
Pacientes politraumatizados com sinais de choque (hipotensão, taquicardia, má perfusão) devem receber ressuscitação volêmica imediata com cristaloides isotônicos. A Insuficiência Renal Crônica (IRC) é uma comorbidade que exige atenção, mas não impede a conduta inicial de estabilização hemodinâmica em uma emergência de trauma.
O choque hipovolêmico é a forma mais comum de choque em pacientes politraumatizados e resulta da perda significativa de volume sanguíneo, levando a uma perfusão tecidual inadequada. A avaliação inicial segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), com foco na via aérea, respiração, circulação, disfunção neurológica e exposição. Sinais como palidez, sudorese, extremidades frias, tempo de preenchimento capilar prolongado, hipotensão e taquicardia são indicativos de choque. A fisiopatologia envolve a redução do volume intravascular, diminuição do retorno venoso, do débito cardíaco e, consequentemente, da pressão arterial. O corpo tenta compensar com taquicardia e vasoconstrição periférica, mas se a perda for contínua, a perfusão de órgãos vitais é comprometida, levando à acidose metabólica e disfunção orgânica. A presença de Insuficiência Renal Crônica (IRC) é uma comorbidade importante, pois esses pacientes têm menor reserva fisiológica e podem ter dificuldades no manejo de fluidos a longo prazo, mas a prioridade imediata é a estabilização hemodinâmica. A conduta inicial para o choque hipovolêmico no trauma é a ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides isotônicos (ex: soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato). Em adultos, a administração de 1 a 2 litros de cristaloide em bolus é a primeira medida, enquanto se busca a fonte do sangramento e se prepara para transfusão de hemoderivados, se necessário. A monitorização contínua da resposta do paciente é crucial, avaliando a melhora da pressão arterial, frequência cardíaca, débito urinário e nível de consciência.
Os sinais incluem palidez, sudorese, extremidades frias, tempo de preenchimento capilar prolongado, hipotensão, taquicardia e alteração do nível de consciência, indicando má perfusão tecidual.
A dose inicial recomendada de cristaloide isotônico para ressuscitação volêmica em adultos é de 1 a 2 litros em bolus, administrados rapidamente, com reavaliação contínua da resposta do paciente.
A IRC é uma comorbidade que exige cautela no manejo de fluidos a longo prazo, mas não deve atrasar a ressuscitação inicial do choque. Pacientes com IRC têm menor reserva fisiológica e podem precisar de diálise mais cedo após a estabilização.
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