HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
Das alternativas, qual NÃO corresponde ao choque hipovolêmico:
Novas estratégias de reposição volêmica no trauma → reposição balanceada de hemoderivados, NÃO grandes volumes de cristaloides.
As novas estratégias de reposição volêmica no trauma focam na reanimação de controle de danos, que prioriza a reposição balanceada de hemoderivados (hemácias, plasma, plaquetas) e a limitação de cristaloides, para evitar a coagulopatia iatrogênica e a tríade letal. Grandes reposições de cristaloides são uma prática antiga e prejudicial.
O choque hipovolêmico é a principal causa de morte evitável no trauma, sendo responsável por uma parcela significativa dos óbitos. As estratégias de manejo evoluíram consideravelmente, afastando-se da antiga prática de infusão maciça de cristaloides. Atualmente, o foco está na reanimação de controle de danos (CDR), que visa interromper a tríade letal do trauma: acidose, hipotermia e coagulopatia. A alternativa B está incorreta porque as novas estratégias de reposição volêmica NÃO se resumem a 'grandes reposições de cristaloides e hemácias'. Pelo contrário, elas enfatizam a limitação de cristaloides e a reposição precoce e balanceada de hemoderivados (hemácias, plasma e plaquetas em proporções específicas, como 1:1:1), além da hipotensão permissiva em pacientes selecionados. A infusão excessiva de cristaloides é conhecida por induzir ou agravar a coagulopatia iatrogênica, hemodiluição e hipotermia. A Reanimação de Controle de Danos (CDR) é um pilar fundamental no manejo moderno do choque hipovolêmico no trauma. Ela inclui a abordagem precoce da coagulopatia, a hipotensão permissiva (em pacientes sem trauma cranioencefálico grave) e a reposição de hemoderivados em proporções fisiológicas. O objetivo é estabilizar o paciente rapidamente, controlar a fonte de sangramento e otimizar a perfusão tecidual, minimizando os efeitos deletérios da reanimação excessiva ou inadequada.
Grandes volumes de cristaloides podem levar à hemodiluição, acidose metabólica, hipotermia e coagulopatia iatrogênica, piorando o sangramento e a tríade letal do trauma, além de não conter a fonte da hemorragia.
A tríade letal do trauma é composta por hipotermia, acidose metabólica e coagulopatia. O choque hipovolêmico grave e a reanimação inadequada podem desencadear ou agravar essa tríade, dificultando o controle do sangramento e aumentando a mortalidade.
A reanimação balanceada, parte da reanimação de controle de danos, envolve a administração precoce de hemoderivados (papa de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas) em proporções próximas (ex: 1:1:1), juntamente com cristaloides limitados e hipotensão permissiva em casos selecionados.
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