UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2023
Paciente de 33 anos do sexo feminino sofreu acidente de trânsito (colisão moto-caminhão) e chega ao pronto socorro trazida pelo Samu. Na sua chegada, apresentava-se lúcida e orientada (Escala de Coma de Glasgow = 15). Também se observou que a via aérea estava pérvia, mas apresentava taquicardia (frequência cardíaca de 155 bpm) e hipotensão arterial (PA = 84/45 mmHg). Na ausculta pulmonar, o murmúrio vesicular era normal e simétrico bilateralmente. O abdome estava flácido, plano e sem dor à palpação. Foram observados sinais clínicos de fratura de bacia. Os membros superiores e inferiores não tinham sinais clínicos de fratura. Seguindo o protocolo do ATLS, a primeira conduta nesse caso é:
Trauma com taquicardia e hipotensão → choque hipovolêmico → 2 acessos calibrosos + cristaloide + O2.
Em um paciente traumatizado com sinais de choque (taquicardia e hipotensão), a prioridade na avaliação primária do ATLS é a estabilização hemodinâmica. Isso inclui garantir oxigenação adequada e iniciar a reposição volêmica agressiva com cristaloides por meio de acessos venosos calibrosos.
O manejo inicial do paciente traumatizado segue o protocolo Advanced Trauma Life Support (ATLS), que prioriza a identificação e tratamento de lesões que ameaçam a vida. Em casos de trauma com taquicardia e hipotensão, como o descrito, a principal preocupação é o choque hipovolêmico, frequentemente causado por hemorragia. A avaliação primária (ABCDE) é crucial. Após garantir a via aérea e a respiração, a circulação (C) deve ser rapidamente abordada. Isso envolve o controle de hemorragias externas, a obtenção de dois acessos venosos periféricos calibrosos e o início da reposição volêmica com cristaloides (ex: Ringer Lactato ou soro fisiológico 0,9%). A administração de oxigênio suplementar é fundamental para otimizar a oxigenação tecidual. A fratura de bacia é uma fonte potencial de sangramento maciço, e sua presença reforça a necessidade de estabilização hemodinâmica imediata antes de qualquer investigação diagnóstica mais aprofundada ou intervenção cirúrgica definitiva. A tomografia e a cirurgia são importantes, mas só devem ser realizadas após a estabilização inicial do paciente.
A primeira conduta é garantir a via aérea, ofertar oxigênio suplementar e estabelecer dois acessos venosos calibrosos para iniciar a reposição volêmica com cristaloides.
A fratura de bacia pode causar sangramento significativo para o espaço retroperitoneal e pélvico, levando rapidamente ao choque hipovolêmico devido à grande vascularização da região.
Os pilares são A (Via Aérea e Proteção da Coluna Cervical), B (Respiração e Ventilação), C (Circulação e Controle de Hemorragias), D (Déficit Neurológico) e E (Exposição e Controle do Ambiente).
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