PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, 36 anos, taxista, foi vítima de acidente automobilístico. Na avaliação clínica realizada na cena do trauma, ele estava consciente, mas sudorético e com confusão mental, palidez cutâneo-mucosa acentuada e com diminuição da amplitude dos pulsos. Pressão Arterial de 90/60mmHg e FC de 120bpm. Dentre os achados desse exame clínico, NÃO pode ser considerada isoladamente sinal de choque:
PA baixa isolada NÃO define choque; choque = perfusão tecidual inadequada (confusão, taquicardia, palidez).
O choque é um estado de perfusão tecidual inadequada. Embora a hipotensão seja um sinal clássico, ela é um achado tardio, especialmente em pacientes jovens e previamente hígidos que podem compensar por um tempo. Sinais como alteração do estado de consciência, taquicardia e vasoconstrição periférica indicam hipoperfusão antes da queda da PA.
O choque é uma síndrome clínica caracterizada pela perfusão tecidual inadequada, resultando em disfunção celular e metabólica. No contexto do trauma, o choque hipovolêmico é a causa mais comum, geralmente devido à perda sanguínea. A rápida identificação e manejo são cruciais para a sobrevida do paciente, sendo um tema central na formação de emergencistas e cirurgiões. A avaliação clínica de um paciente traumatizado em choque deve ir além da simples aferição da pressão arterial. Sinais como alteração do nível de consciência (confusão, agitação), taquicardia (taquisfigmia), palidez cutâneo-mucosa e diminuição da amplitude dos pulsos periféricos são indicadores mais sensíveis de hipoperfusão tecidual, especialmente nas fases iniciais do choque compensado. A hipotensão é um sinal tardio e grave, indicando falha dos mecanismos compensatórios. O manejo do choque hipovolêmico no trauma envolve o controle da fonte de sangramento e a reposição volêmica agressiva, inicialmente com cristaloides e, se necessário, com hemoderivados. A monitorização contínua dos sinais vitais, débito urinário e estado de consciência é fundamental para avaliar a resposta ao tratamento. A abordagem segue os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS), priorizando a estabilização do paciente e a identificação e tratamento das lesões que causam o choque.
Os sinais precoces de choque hipovolêmico incluem taquicardia, taquipneia, palidez cutâneo-mucosa, diminuição da amplitude dos pulsos periféricos, sudorese e alteração do estado de consciência, como confusão mental ou agitação.
A pressão arterial pode ser mantida por mecanismos compensatórios (vasoconstrição, aumento da frequência cardíaca) por um tempo, especialmente em pacientes jovens. A hipotensão é um sinal tardio, indicando que a capacidade de compensação do organismo está se esgotando e o choque está descompensado.
A avaliação inicial segue o ABCDE do trauma (ATLS): Via aérea com proteção da coluna cervical, Respiração e ventilação, Circulação com controle de hemorragias, Avaliação neurológica (Disability) e Exposição com controle da hipotermia. A identificação e tratamento da causa do choque são prioritários.
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