Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015
Qual é a principal causa de mortalidade, nas primeiras 24 horas, de vítimas de queimaduras?
Mortalidade precoce em queimados (<24h) = choque hipovolêmico por perda maciça de fluidos.
Nas primeiras 24 horas após uma grande queimadura, a principal causa de mortalidade é o choque hipovolêmico. Isso ocorre devido à perda maciça de fluidos plasmáticos e eletrólitos através da pele danificada e para o terceiro espaço, resultando em hipovolemia e falência circulatória se não houver reposição adequada.
As queimaduras representam um trauma complexo com alta morbidade e mortalidade, especialmente em casos de grandes extensões corporais. A compreensão da fisiopatologia inicial é crucial para o manejo adequado e para a prevenção das principais causas de óbito. Nas primeiras 24 horas, o maior desafio é o choque hipovolêmico, resultante da perda maciça de fluidos. A lesão térmica causa uma resposta inflamatória sistêmica que leva a um aumento generalizado da permeabilidade capilar. Isso resulta em extravasamento de plasma e eletrólitos para o espaço intersticial (formação de edema) e para a superfície da queimadura, levando a uma depleção rápida do volume intravascular. Se não for prontamente corrigido com ressuscitação volêmica adequada, o paciente evolui para choque hipovolêmico, falência de órgãos e óbito. Outras complicações, como insuficiência respiratória por lesão inalatória, são importantes, mas o choque hipovolêmico é a causa mais imediata de mortalidade. A sepse, por sua vez, é uma complicação mais tardia, geralmente após as primeiras 48-72 horas, quando a barreira cutânea está comprometida e há risco de infecção. O manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica e na reposição volêmica agressiva.
A lesão térmica aumenta drasticamente a permeabilidade capilar na área queimada e adjacente, levando a um extravasamento massivo de plasma e eletrólitos para o interstício e para a superfície da pele, causando hipovolemia e edema generalizado.
A perda de líquidos é tratada com ressuscitação volêmica agressiva, geralmente guiada por fórmulas como a de Parkland, utilizando soluções cristaloides intravenosas para restaurar o volume intravascular e manter a perfusão orgânica.
Complicações tardias incluem sepse, insuficiência de múltiplos órgãos, cicatrizes hipertróficas, contraturas, distúrbios metabólicos prolongados e sequelas psicossociais, exigindo manejo multidisciplinar.
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