Choque Hipovolêmico Pediátrico: O Mais Comum na Infância

UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015

Enunciado

Em se falando de pacientes que entram no pronto atendimento infantil descompensados hemodinamicamente, qual é o tipo de choque mais comum?

Alternativas

  1. A) Distributivo.
  2. B) Cardiogênico.
  3. C) Hipovolêmico.
  4. D) Misto.
  5. E) Nenhuma acima.

Pérola Clínica

Choque mais comum em crianças = Hipovolêmico, geralmente por desidratação ou hemorragia.

Resumo-Chave

O choque hipovolêmico é o tipo mais comum em crianças, frequentemente causado por desidratação severa (diarreia, vômitos) ou hemorragia. A resposta fisiológica pediátrica compensa por mais tempo, mas descompensa rapidamente, exigindo reconhecimento precoce e reposição volêmica agressiva.

Contexto Educacional

O choque é uma síndrome clínica caracterizada por perfusão tecidual inadequada para suprir as demandas metabólicas celulares, levando à disfunção orgânica. Em pediatria, o choque hipovolêmico é, de longe, o tipo mais comum, representando a principal causa de descompensação hemodinâmica em pronto-atendimentos infantis. Isso se deve principalmente à alta incidência de desidratação grave por gastroenterites agudas, além de hemorragias decorrentes de traumas ou outras condições. A fisiologia pediátrica difere da adulta, e as crianças possuem mecanismos compensatórios robustos, como o aumento da frequência cardíaca e da resistência vascular periférica, que permitem manter a pressão arterial por mais tempo. No entanto, quando esses mecanismos falham, a descompensação é rápida e grave, com hipotensão sendo um sinal tardio e de mau prognóstico. O reconhecimento precoce dos sinais de hipoperfusão (taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado, extremidades frias, oligúria) é crucial. O manejo do choque hipovolêmico em crianças baseia-se na reposição volêmica agressiva com cristaloides isotônicos (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) em bolus de 20 mL/kg, repetidos até a melhora dos parâmetros de perfusão. A identificação e tratamento da causa subjacente são igualmente importantes. Dominar o diagnóstico e manejo do choque hipovolêmico é essencial para qualquer residente que atue em emergências pediátricas, pois a intervenção rápida e eficaz pode salvar vidas.

Perguntas Frequentes

Quais as principais causas de choque hipovolêmico em crianças?

As principais causas são desidratação grave (por gastroenterite, vômitos, diarreia) e hemorragias (trauma, sangramento gastrointestinal). Queimaduras extensas também podem causar hipovolemia.

Como o choque hipovolêmico se manifesta em crianças?

Inicialmente, a criança pode apresentar taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos periféricos diminuídos, extremidades frias e oligúria. A hipotensão é um sinal tardio e grave de descompensação.

Qual a conduta inicial no choque hipovolêmico pediátrico?

A conduta inicial é a reposição volêmica rápida com cristaloides isotônicos (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) em bolus de 20 mL/kg, repetidos conforme a resposta clínica, visando restaurar a perfusão.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo