Choque Hipovolêmico Pediátrico: Manejo Imediato

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Criança, 2 anos, com quadro de diarreia aquosa e vômitos há três dias, mas sem febre, dá entrada na Emergência Pediátrica sonolento, taquicárdico, taquipneico, pulsos finos e com mucosas secas. Mãe relata diminuição da diurese. Diante desse quadro clínico, a conduta imediata mais adequada é

Alternativas

  1. A) proceder à hidratação de manutenção.
  2. B) coletar exames e radiografia de tórax.
  3. C) administrar antibióticos na primeira hora.
  4. D) iniciar inotrópico.
  5. E) realizar etapa de expansão com solução salina isotônica 20 ml/kg de peso.

Pérola Clínica

Criança com sinais de choque hipovolêmico (sonolência, taquicardia, pulsos finos) → expansão volêmica imediata com SF 0,9% 20 mL/kg.

Resumo-Chave

Os sinais clínicos apresentados pela criança (sonolência, taquicardia, taquipneia, pulsos finos, mucosas secas, oligúria) são indicativos de choque hipovolêmico grave, provavelmente secundário à desidratação por diarreia e vômitos. A conduta imediata e prioritária é a expansão volêmica rápida para restaurar a perfusão tecidual.

Contexto Educacional

O choque hipovolêmico em crianças, frequentemente causado por desidratação grave secundária a diarreia e vômitos, é uma emergência pediátrica que exige reconhecimento e intervenção imediatos. A rápida identificação dos sinais de choque é crucial para evitar a progressão para falência de múltiplos órgãos e óbito. Residentes de pediatria e emergência devem dominar o manejo inicial desses casos. Os sinais clínicos de choque hipovolêmico incluem alteração do nível de consciência (sonolência, letargia), taquicardia, taquipneia, pulsos periféricos finos ou ausentes, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), mucosas secas e oligúria. A fisiopatologia envolve a perda significativa de volume intravascular, levando à diminuição do débito cardíaco e perfusão tecidual inadequada. A conduta imediata e mais importante é a expansão volêmica rápida. A solução salina isotônica (soro fisiológico 0,9%) é a escolha preferencial, administrada em bolus de 20 mL/kg em 15-20 minutos, podendo ser repetida até a melhora dos sinais de choque. A estabilização hemodinâmica precede a coleta de exames complementares, que podem ser realizados após a fase inicial de ressuscitação. A falha em iniciar a expansão volêmica prontamente pode ter consequências graves para a criança.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque hipovolêmico em crianças?

Os sinais de choque hipovolêmico em crianças incluem sonolência ou letargia, taquicardia, taquipneia, pulsos finos ou ausentes, tempo de enchimento capilar prolongado, mucosas secas e diminuição da diurese.

Qual a conduta inicial para uma criança com choque hipovolêmico?

A conduta inicial mais adequada é a expansão volêmica rápida com solução salina isotônica (soro fisiológico 0,9%) na dose de 20 mL/kg de peso, administrada em bolus em 15-20 minutos, podendo ser repetida.

Por que a hidratação de manutenção não é a conduta inicial no choque?

A hidratação de manutenção é para pacientes estáveis sem sinais de choque. Em choque hipovolêmico, o objetivo é restaurar rapidamente o volume intravascular e a perfusão, o que exige a administração de bolus de fluidos.

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