INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Lactente de 9 meses foi admitido em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de diarreia; febre de 38,5 °C; diminuição do volume urinário; sonolência alternada com períodos de irritabilidade; apatia; palidez de pele. Ao exame físico: peso de 9 kg; temperatura axilar de 38 °C; frequência cardíaca de 130 bpm; frequência respiratória de 34 rpm; pressão arterial de 80 x 50 mmHg; mau estado geral; sonolento; reagindo com irritabilidade aos estímulos; palidez de pele; tecido subcutâneo com turgor pastoso; mucosas ressecadas; olhos encovados; extremidades frias; pulsos fracos. Tempo de enchimento capilar de 4 segundos. Respiração gemente, com aumento da amplitude e tiragens intercostais. O diagnóstico e a hidratação endovenosa indicada para o caso são, respectivamente,
Desidratação grave/Choque hipovolêmico pediátrico → Reidratação venosa = SF 0,9% 20 mL/kg em 15-20 min (repetir até 3x).
O lactente apresenta sinais de desidratação grave e choque hipovolêmico (sonolência, irritabilidade, taquicardia, hipotensão, extremidades frias, pulsos fracos, TEC > 3s). A conduta inicial para choque hipovolêmico em pediatria é a rápida infusão de solução fisiológica 0,9% em bolus de 20 mL/kg, que pode ser repetida.
A desidratação grave e o choque hipovolêmico são emergências pediátricas comuns, especialmente em lactentes com diarreia. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas é crucial para um manejo eficaz e para prevenir a progressão para falência de múltiplos órgãos. Sinais como tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos fracos, extremidades frias, hipotensão e alteração do nível de consciência indicam a necessidade de intervenção imediata. A reidratação venosa rápida é a pedra angular do tratamento do choque hipovolêmico em pediatria. A solução fisiológica 0,9% é a escolha preferencial para bolus de expansão volêmica, administrada em doses de 20 mL/kg em 15 a 20 minutos, com reavaliação contínua do paciente. É importante monitorar a resposta clínica, como melhora do nível de consciência, perfusão periférica e débito urinário. Residentes devem estar familiarizados com o Plano C de hidratação da OMS, que orienta a conduta para desidratação grave com choque. A escolha da solução e a velocidade de infusão são críticas para restaurar a volemia e a perfusão tecidual, evitando complicações como edema pulmonar ou cerebral.
Os sinais incluem taquicardia, pulsos fracos, tempo de enchimento capilar prolongado (>3 segundos), extremidades frias, hipotensão (sinal tardio), alteração do nível de consciência (irritabilidade, sonolência, apatia) e diminuição do volume urinário.
A conduta inicial é a infusão rápida de bolus de solução fisiológica 0,9% (ou Ringer Lactato) na dose de 20 mL/kg, administrada em 15 a 20 minutos. Esta dose pode ser repetida até 2-3 vezes, reavaliando o paciente após cada bolus.
A solução glicofisiológica contém glicose, que pode causar diurese osmótica e agravar a desidratação intravascular, além de não ser tão eficaz na expansão volêmica rápida quanto as soluções isotônicas como a solução fisiológica 0,9% ou Ringer Lactato.
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