CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015
A mãe da menor L.M.C. de 2 anos chega no Pronto-Socorro com a criança no colo, relata história de diarreia há mais ou menos 24hs com inúmeras evacuações por dia, fezes de característica líquida. Ao examinar a criança, o médico diz para o residente que ela está com choque hipovolêmico, pois apresenta os seguintes sinais clínicos:
Choque hipovolêmico pediátrico → Alteração mental, taquipneia, extremidades frias, oligúria, hipotensão.
O choque hipovolêmico em crianças, frequentemente causado por desidratação grave devido à diarreia, manifesta-se por sinais de má perfusão e hipóxia tecidual. A hipotensão é um sinal tardio e grave, indicando descompensação.
O choque hipovolêmico pediátrico é uma emergência médica grave, frequentemente resultante de desidratação por diarreia ou vômitos. Sua rápida identificação e manejo são cruciais para prevenir morbidade e mortalidade. A compreensão dos sinais clínicos é fundamental para residentes, pois o quadro pode evoluir rapidamente em crianças. A fisiopatologia envolve a perda de volume intravascular, levando à diminuição do débito cardíaco e perfusão tecidual inadequada. Os sinais incluem alteração do estado mental (irritabilidade a torpor), taquicardia, taquipneia, extremidades frias, tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos finos e oligúria. A hipotensão é um sinal de choque descompensado e indica gravidade. O tratamento inicial consiste na rápida reposição volêmica com cristaloides isotônicos (soro fisiológico 0,9%) em bolus, monitorização contínua dos sinais vitais e correção da causa subjacente. A avaliação contínua da resposta ao tratamento é essencial para guiar a terapia e evitar sobrecarga hídrica.
Os sinais precoces incluem taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado, diminuição da diurese e alteração do estado mental, como irritabilidade ou letargia.
A hipotensão é um sinal tardio porque as crianças possuem mecanismos compensatórios robustos, como o aumento da frequência cardíaca e vasoconstrição periférica, que mantêm a pressão arterial até a descompensação.
A principal causa é a desidratação grave, frequentemente secundária a diarreia aguda ou vômitos intensos, levando à perda significativa de fluidos e eletrólitos.
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