Choque Hipovolêmico Pediátrico: Manejo da Desidratação Grave

UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022

Enunciado

Lactente de 10 meses, sexo feminino, dá entrada no Setor de Emergência Pediátrico com quadro de febre, vômitos e diarreia aquosa, sem sangue ou muco, com início há dois dias. Ao exame físico, se apresenta letárgico, olhos encovados, com ausência de lágrimas, mucosa oral sem saliva e fontanela anterior deprimida. Está taquicárdico, com pulsos débeis e enchimento capilar de cerca de 4 para 5 segundos. Peso na admissão: 8 kg. A conduta imediata para este caso é utilizar

Alternativas

  1. A) soro fisiológico 160 mL IV em até 30 minutos.
  2. B) Ringer lactato 160 mL IV em 2 horas.
  3. C) soro glicosado 5% 160 mL IV em 20 minutos.
  4. D) soro glicofisiológico 160 mL IV em duas horas.

Pérola Clínica

Lactente com desidratação grave/choque → SF 0,9% 20 mL/kg IV em 15-20 min.

Resumo-Chave

Em casos de desidratação grave ou choque hipovolêmico em pediatria, a reposição volêmica rápida com solução isotônica (soro fisiológico 0,9% ou Ringer lactato) é crucial para restaurar a perfusão tecidual e evitar a progressão para choque irreversível. A dose inicial é de 20 mL/kg, podendo ser repetida.

Contexto Educacional

A desidratação grave, frequentemente causada por diarreia aguda em lactentes, é uma das principais causas de mortalidade infantil globalmente. Quando não tratada prontamente, pode evoluir para choque hipovolêmico, uma emergência pediátrica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para prevenir danos orgânicos e óbito. O manejo eficaz da desidratação e do choque é um pilar fundamental na prática pediátrica, especialmente em serviços de emergência. O diagnóstico de choque hipovolêmico em lactentes baseia-se em sinais clínicos como letargia, taquicardia, pulsos débeis, tempo de enchimento capilar prolongado (>3 segundos), olhos encovados, ausência de lágrimas e mucosas secas. A perda de peso é um indicador crucial da gravidade da desidratação. A fisiopatologia envolve a redução do volume intravascular, comprometendo a perfusão tecidual e a oferta de oxigênio aos órgãos vitais. A conduta imediata para o choque hipovolêmico em lactentes é a reposição volêmica agressiva com soluções cristaloides isotônicas, como soro fisiológico 0,9% ou Ringer lactato. Recomenda-se um bolus inicial de 20 mL/kg administrado rapidamente (15-20 minutos), com reavaliações frequentes dos parâmetros vitais e sinais de perfusão. Essa abordagem visa restaurar o volume circulante, melhorar a perfusão e estabilizar o paciente, sendo um conhecimento crítico para residentes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque hipovolêmico em lactentes?

Sinais incluem letargia, olhos encovados, ausência de lágrimas, mucosas secas, fontanela deprimida, taquicardia, pulsos débeis e tempo de enchimento capilar prolongado (>3 segundos).

Qual a conduta inicial para desidratação grave com choque em pediatria?

A conduta inicial é a reposição volêmica rápida com bolus de 20 mL/kg de soro fisiológico 0,9% ou Ringer lactato, administrado em 15-20 minutos, com reavaliação contínua.

Por que não usar soro glicosado na reanimação inicial do choque hipovolêmico?

Soro glicosado não é indicado na fase inicial de reanimação de choque hipovolêmico porque é uma solução hipotônica e não expande o volume intravascular de forma eficaz, podendo agravar o edema cerebral em algumas situações.

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