Choque Pediátrico: Manejo Inicial e Ressuscitação Volêmica

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021

Enunciado

Jorge, 4 anos de idade, é levado por sua mãe ao PA, pois desde a manhã de hoje apresenta sangramento nas fezes e dor abdominal. A mãe refere que o menino está menos ativo do que o normal. Ao exame físico apresenta frequência cardíaca de 165bat./min. e frequência respiratória de 40inc./min., pulsos finos, está pálido e não apresenta icterícia. O abdômen não está distendido, tem diminuição dos ruídos hidro aéreos, discretamente doloroso à palpação e não apresenta massas palpáveis. O restante do exame físico é normal. O manejo inicial deve ser:

Alternativas

  1. A) Lavagem gástrica.\n
  2. B) Expansão com cristalóide.\n
  3. C) Ultrassonografia abdominal.\n
  4. D) Colonoscopia.\n

Pérola Clínica

Sinais de choque (↑FC, pulsos finos, palidez) → Expansão imediata com cristaloide (20ml/kg).

Resumo-Chave

O paciente apresenta sinais claros de choque (taquicardia, pulsos finos, alteração de consciência). A prioridade zero é a estabilização hemodinâmica com volume antes de exames diagnósticos.

Contexto Educacional

O reconhecimento do choque na pediatria é eminentemente clínico. Jorge apresenta taquicardia significativa para a idade (165 bpm) e pulsos finos, indicando falha nos mecanismos compensatórios. Em situações de sangramento gastrointestinal com instabilidade, a prioridade absoluta é o 'C' (Circulação) do ABCDE, visando restaurar o débito cardíaco e a oferta de oxigênio aos tecidos. A etiologia específica será investigada apenas após a estabilização clínica do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais precoces de choque em crianças?

A taquicardia é o sinal mais precoce e sensível. Outros sinais incluem tempo de enchimento capilar prolongado (> 2 segundos), pulsos periféricos finos, palidez cutânea e irritabilidade ou letargia.

Qual o volume inicial de cristaloide na pediatria?

O protocolo padrão recomenda bolus de 20 ml/kg de solução isotônica (Soro Fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato), devendo-se reavaliar o paciente após cada expansão para decidir a necessidade de repetição.

Quando suspeitar de choque hemorrágico?

Deve-se suspeitar em casos de sangramento visível (como melena ou hematoquezia) associado a sinais de má perfusão sistêmica, palidez acentuada e história de trauma ou patologias abdominais agudas.

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