Choque Hipovolêmico: Fisiopatologia e Respostas

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021

Enunciado

O choque acontece em decorrência de perda de volume sanguíneo, alteração da atividade cardíaca ou vasodilatação descontrolada. Ainda que cada mecanismo seja distinto, o produto final é a falta de energia em nível celular para manter o equilíbrio característico da homeostase. Em relação ao choque, podemos afirmar que:

Alternativas

  1. A) o choque hipovolêmico é causado apenas por perda sanguínea em decorrência de hemorragia.
  2. B) no choque hipovolêmico, o aumento da resistência vascular periférica é resultante do aumento do tônus simpático e ocorre liberação de HAD pela hipófise.
  3. C) no tamponamento cardíaco temos choque devida falência miocárdica em decorrência de hemorragia miocárdica e edema tecidual.
  4. D) a maioria dos pacientes com choque séptico apresentam aumento da resistência vascular periférica e hipotensão.

Pérola Clínica

Choque hipovolêmico → ↑ tônus simpático, ↑ RVP, ↑ liberação de ADH para manter perfusão e volume.

Resumo-Chave

No choque hipovolêmico, a resposta fisiológica inicial visa compensar a perda de volume. Isso inclui a ativação do sistema nervoso simpático, que leva à vasoconstrição (aumento da resistência vascular periférica) e à liberação de hormônio antidiurético (ADH) pela hipófise, ambos contribuindo para a manutenção da pressão arterial e do volume circulante efetivo.

Contexto Educacional

O choque é uma síndrome de hipoperfusão tecidual generalizada, resultando em desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio e nutrientes em nível celular. O choque hipovolêmico, especificamente, é causado por uma redução crítica do volume intravascular, seja por perda sanguínea (hemorrágico) ou por perda de fluidos não sanguíneos (não hemorrágico, como em desidratação grave, queimaduras ou perdas gastrointestinais). A compreensão de seus mecanismos é fundamental para o residente. A fisiopatologia do choque hipovolêmico envolve uma série de respostas compensatórias. A diminuição do volume sanguíneo leva à redução do retorno venoso e do débito cardíaco. O corpo reage ativando o sistema nervoso simpático, que libera catecolaminas, resultando em aumento da frequência cardíaca, contratilidade miocárdica e vasoconstrição periférica, elevando a resistência vascular periférica (RVP) para tentar manter a pressão arterial. Além disso, há liberação de hormônio antidiurético (ADH) e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, que promovem a retenção de água e sódio para expandir o volume intravascular. O diagnóstico precoce e o tratamento agressivo são cruciais. O manejo inicial foca na reposição volêmica rápida com cristaloides, controle da fonte de perda e, se necessário, transfusão de hemoderivados. A monitorização hemodinâmica é essencial para guiar a terapia e avaliar a resposta do paciente. O reconhecimento dos sinais de choque e a implementação de medidas de suporte adequadas são competências essenciais para qualquer profissional de saúde, especialmente em situações de emergência.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais mecanismos compensatórios no choque hipovolêmico?

No choque hipovolêmico, os principais mecanismos compensatórios incluem a ativação do sistema nervoso simpático, que causa vasoconstrição e aumento da frequência cardíaca, e a liberação de ADH e aldosterona, que promovem a retenção de água e sódio para restaurar o volume circulante.

Como a resistência vascular periférica se comporta no choque hipovolêmico?

No choque hipovolêmico, a resistência vascular periférica (RVP) geralmente aumenta devido à intensa vasoconstrição mediada pelo sistema nervoso simpático e pela angiotensina II, como um mecanismo para manter a pressão arterial e a perfusão de órgãos vitais.

Qual a diferença entre choque hipovolêmico e choque cardiogênico?

O choque hipovolêmico resulta da perda de volume intravascular, enquanto o choque cardiogênico é causado por falha da bomba cardíaca em manter um débito cardíaco adequado. Ambos levam à hipoperfusão tecidual, mas suas causas e manejos iniciais são distintos.

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