UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
O choque acontece em decorrência de perda de volume sanguíneo, alteração da atividade cardíaca ou vasodilatação descontrolada. Ainda que cada mecanismo seja distinto, o produto final é a falta de energia em nível celular para manter o equilíbrio característico da homeostase. Em relação ao choque, podemos afirmar que:
Choque hipovolêmico → ↑ tônus simpático, ↑ RVP, ↑ liberação de ADH para manter perfusão e volume.
No choque hipovolêmico, a resposta fisiológica inicial visa compensar a perda de volume. Isso inclui a ativação do sistema nervoso simpático, que leva à vasoconstrição (aumento da resistência vascular periférica) e à liberação de hormônio antidiurético (ADH) pela hipófise, ambos contribuindo para a manutenção da pressão arterial e do volume circulante efetivo.
O choque é uma síndrome de hipoperfusão tecidual generalizada, resultando em desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio e nutrientes em nível celular. O choque hipovolêmico, especificamente, é causado por uma redução crítica do volume intravascular, seja por perda sanguínea (hemorrágico) ou por perda de fluidos não sanguíneos (não hemorrágico, como em desidratação grave, queimaduras ou perdas gastrointestinais). A compreensão de seus mecanismos é fundamental para o residente. A fisiopatologia do choque hipovolêmico envolve uma série de respostas compensatórias. A diminuição do volume sanguíneo leva à redução do retorno venoso e do débito cardíaco. O corpo reage ativando o sistema nervoso simpático, que libera catecolaminas, resultando em aumento da frequência cardíaca, contratilidade miocárdica e vasoconstrição periférica, elevando a resistência vascular periférica (RVP) para tentar manter a pressão arterial. Além disso, há liberação de hormônio antidiurético (ADH) e ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, que promovem a retenção de água e sódio para expandir o volume intravascular. O diagnóstico precoce e o tratamento agressivo são cruciais. O manejo inicial foca na reposição volêmica rápida com cristaloides, controle da fonte de perda e, se necessário, transfusão de hemoderivados. A monitorização hemodinâmica é essencial para guiar a terapia e avaliar a resposta do paciente. O reconhecimento dos sinais de choque e a implementação de medidas de suporte adequadas são competências essenciais para qualquer profissional de saúde, especialmente em situações de emergência.
No choque hipovolêmico, os principais mecanismos compensatórios incluem a ativação do sistema nervoso simpático, que causa vasoconstrição e aumento da frequência cardíaca, e a liberação de ADH e aldosterona, que promovem a retenção de água e sódio para restaurar o volume circulante.
No choque hipovolêmico, a resistência vascular periférica (RVP) geralmente aumenta devido à intensa vasoconstrição mediada pelo sistema nervoso simpático e pela angiotensina II, como um mecanismo para manter a pressão arterial e a perfusão de órgãos vitais.
O choque hipovolêmico resulta da perda de volume intravascular, enquanto o choque cardiogênico é causado por falha da bomba cardíaca em manter um débito cardíaco adequado. Ambos levam à hipoperfusão tecidual, mas suas causas e manejos iniciais são distintos.
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