Choque Hipovolêmico por Hematêmese: Manejo Inicial

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

Homem, 45 anos, estilista, evoluiu com 3 episódios de hematêmese volumosa, trazido por familiares ao serviço de emergência. Na admissão encontra-se com sudorese fria, palidez cutâneo-mucosa, PA = 80x60, FC = 143, FR = 23, perfusão capilar menor que 3 segundos. Qual a conduta inicial mais adequada?

Alternativas

  1. A) Investigar a etiologia da hemorragia digestiva.
  2. B) Solicitar exames laboratoriais para dosagem de hemoglobina e hematócrito.
  3. C) Colocar balão de Sengstaken-Blakemore.
  4. D) Proceder à reposição volêmica com cristaloide.
  5. E) Fazer transfusão sanguínea.

Pérola Clínica

Hematêmese volumosa + sinais de choque → prioridade é estabilização hemodinâmica com reposição volêmica.

Resumo-Chave

Paciente com hematêmese volumosa e sinais de choque (hipotensão, taquicardia, sudorese fria, palidez) está em choque hipovolêmico. A conduta inicial mais adequada e prioritária é a estabilização hemodinâmica através da reposição volêmica agressiva com cristaloides, antes mesmo de investigar a etiologia ou solicitar exames.

Contexto Educacional

A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, com alta morbimortalidade. A hematêmese volumosa, como descrita no caso, é um sinal de sangramento ativo e significativo, que pode rapidamente levar a choque hipovolêmico. A avaliação inicial deve focar na estabilização do paciente, seguindo os princípios do ABCDE, com ênfase na circulação. O paciente apresenta sinais clássicos de choque hipovolêmico: hipotensão (PA 80x60), taquicardia (FC 143), sudorese fria e palidez. Nesses casos, a prioridade absoluta é a reposição volêmica agressiva. Dois acessos venosos periféricos de grosso calibre devem ser estabelecidos imediatamente para a infusão rápida de cristaloides (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato). Somente após a estabilização hemodinâmica inicial, com melhora dos parâmetros vitais, é que se deve prosseguir com a investigação da etiologia do sangramento (geralmente por endoscopia digestiva alta) e considerar outras medidas como transfusão sanguínea (se hemoglobina baixa e/ou instabilidade persistente) ou uso de balão de Sengstaken-Blakemore em casos selecionados de varizes esofágicas refratárias.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque hipovolêmico em um paciente com hematêmese?

Os sinais incluem hipotensão (PA < 90/60 mmHg), taquicardia (>100 bpm), taquipneia, sudorese fria, palidez cutâneo-mucosa, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), alteração do nível de consciência e oligúria.

Por que a reposição volêmica com cristaloide é a primeira conduta?

A reposição volêmica com cristaloides (como soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) é a primeira medida para restaurar rapidamente o volume intravascular, melhorar a perfusão tecidual e estabilizar o paciente hemodinamicamente, combatendo o choque.

Quando considerar a transfusão sanguínea em hemorragia digestiva alta?

A transfusão sanguínea é indicada após a reposição volêmica inicial, geralmente quando a hemoglobina cai abaixo de 7 g/dL (ou 9 g/dL em pacientes com comorbidades cardíacas ou idosos), ou em casos de sangramento maciço e instabilidade hemodinâmica persistente.

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