Choque Hipovolêmico ATLS: Classificação e Sinais Vitais

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024

Enunciado

Paciente vítima de colisão de trânsito chega ao pronto atendimento com frequência cardíaca (FC) de 110 batimentos por minuto (bpm) e pressão arterial (PA) de 120 x 85 mmHg. Segundo o ATLS esse paciente possui que classe de choque?

Alternativas

  1. A) Choque classe I
  2. B) Choque classe II
  3. C) Choque classe III
  4. D) Choque classe IV
  5. E) Choque classe V

Pérola Clínica

Choque Classe II (ATLS) = FC > 100 bpm, PA normal/discretamente ↑, perda volêmica 15-30%.

Resumo-Chave

A classificação de choque do ATLS é baseada em parâmetros fisiológicos que refletem a perda volêmica. Uma frequência cardíaca entre 100-120 bpm com pressão arterial ainda normal (ou discretamente elevada devido a mecanismos compensatórios) é característica do choque classe II, indicando uma perda de 15-30% do volume sanguíneo.

Contexto Educacional

A classificação do choque hipovolêmico pelo Advanced Trauma Life Support (ATLS) é uma ferramenta crucial para a avaliação rápida e o manejo inicial de pacientes traumatizados. Ela permite estimar a perda volêmica e guiar a reposição de fluidos, sendo fundamental para a tomada de decisões em situações de emergência. Compreender as diferentes classes de choque é essencial para identificar precocemente a deterioração do paciente e intervir adequadamente. O choque classe II é caracterizado por uma perda de 15-30% do volume sanguíneo circulante. Clinicamente, manifesta-se com taquicardia (100-120 bpm), pressão de pulso diminuída (diferença entre PAS e PAD), taquipneia leve e ansiedade. A pressão arterial sistólica geralmente se mantém normal devido à ativação de mecanismos compensatórios, como a vasoconstrição periférica. O débito urinário pode começar a diminuir (20-30 mL/h). O reconhecimento do choque classe II é vital, pois, embora a pressão arterial possa estar normal, o paciente já está em um estado de hipoperfusão tecidual. O tratamento inicial envolve a reposição agressiva de fluidos, geralmente com cristaloides, para restaurar o volume intravascular e prevenir a progressão para classes mais graves de choque, onde a hipotensão se torna evidente e o prognóstico piora significativamente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais parâmetros para classificar o choque hipovolêmico pelo ATLS?

Os principais parâmetros para classificar o choque hipovolêmico pelo ATLS incluem frequência cardíaca, pressão arterial, pressão de pulso, frequência respiratória, débito urinário, estado mental e perda volêmica estimada. A combinação desses fatores permite determinar a classe do choque.

Qual a diferença entre choque classe I e classe II?

O choque classe I envolve uma perda volêmica de até 15%, com sinais vitais geralmente normais ou apenas uma taquicardia mínima. Já o choque classe II, com perda de 15-30% do volume, apresenta taquicardia mais evidente (100-120 bpm), pressão de pulso diminuída, mas a pressão arterial sistólica ainda pode estar normal.

Por que a pressão arterial pode estar normal no choque classe II?

A pressão arterial pode estar normal no choque classe II devido aos mecanismos compensatórios do corpo, como a liberação de catecolaminas, que causam vasoconstrição periférica e aumentam a resistência vascular sistêmica, mantendo a perfusão de órgãos vitais apesar da redução do volume circulante.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo