PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
A perda volêmica após o trauma desencadeia uma série de eventos compensatórios na tentativa de manter a pressão de perfusão dos órgãos vitais. O tratamento adequado destes pacientes deve levar em consideração estes mecanismos compensatórios. Em um paciente com choque hipovolêmico é CORRETO afirmar:
Choque hipovolêmico → corrigir hipotermia ativamente para otimizar resposta à ressuscitação.
A hipotermia é uma complicação grave no choque hipovolêmico, pois agrava a coagulopatia, a acidose e a disfunção miocárdica. Sua correção ativa é crucial para melhorar a resposta à ressuscitação volêmica e otimizar a função orgânica, sendo um pilar no manejo do paciente traumatizado.
O choque hipovolêmico, frequentemente resultante de trauma com perda volêmica significativa, desencadeia uma complexa cascata de eventos compensatórios para manter a perfusão dos órgãos vitais. Inicialmente, o sistema nervoso simpático é ativado, resultando em taquicardia, vasoconstrição periférica e aumento da contratilidade miocárdica. Posteriormente, sistemas hormonais como o eixo renina-angiotensina-aldosterona e a liberação de ADH são ativados para reter sódio e água, embora a aldosterona não seja o primeiro mecanismo. A compreensão desses mecanismos é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia do choque hipovolêmico envolve a redução do volume intravascular, diminuição do retorno venoso, do débito cardíaco e, consequentemente, da perfusão tecidual. Isso leva à hipóxia celular, metabolismo anaeróbico e acúmulo de ácido lático, resultando em acidose metabólica. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais de hipoperfusão (taquicardia, hipotensão, tempo de enchimento capilar prolongado, alteração do nível de consciência). O tratamento do choque hipovolêmico foca na reposição volêmica agressiva e no controle da fonte de sangramento. Além disso, a correção de comorbidades e complicações é vital. A hipotermia é uma complicação grave que deve ser ativamente combatida, pois agrava a coagulopatia, a acidose e a disfunção miocárdica, componentes da 'tríade letal' do trauma. O aquecimento ativo do paciente é fundamental para otimizar a resposta à ressuscitação e melhorar o prognóstico. A administração precoce de bicarbonato de sódio para acidose metabólica não é recomendada, pois a correção da causa subjacente e a reposição volêmica geralmente resolvem a acidose.
Os primeiros mecanismos incluem a ativação do sistema nervoso simpático, levando a taquicardia e vasoconstrição periférica, e a liberação de catecolaminas para manter a pressão arterial e perfusão de órgãos vitais.
A hipotermia agrava a coagulopatia (disfunção plaquetária e enzimática), a acidose metabólica (diminui o metabolismo celular) e a disfunção miocárdica, formando parte da tríade letal do trauma.
A administração de bicarbonato de sódio não é precoce e deve ser reservada para acidose metabólica grave (pH < 7.1) refratária à ressuscitação volêmica e correção da causa subjacente, devido aos seus potenciais efeitos adversos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo