Choque Hipovolêmico Classe II: Conduta Inicial no Trauma

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024

Enunciado

Paciente politraumatizado após atropelamento em via pública apresentou choque hipovolêmico classe II. conforme classificação do ATLS (Advanced Trauma Life Support). De acordo com o relato, qual deve ser a conduta inicial?

Alternativas

  1. A) Administração de solução cristaloide isotônica.
  2. B) Administração de concentrado de hemácias.
  3. C) Administração de solução colóide isotônica.
  4. D) Administração de plasma fresco congelado.

Pérola Clínica

Choque hipovolêmico classe II (ATLS) → Iniciar com cristaloide isotônico (SF 0,9% ou Ringer Lactato).

Resumo-Chave

No choque hipovolêmico classe II, a perda sanguínea é moderada (15-30% do volume). A conduta inicial, conforme o ATLS, é a infusão rápida de soluções cristaloides isotônicas (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) para restaurar o volume intravascular e melhorar a perfusão tecidual, antes de considerar hemoderivados.

Contexto Educacional

O choque hipovolêmico é uma condição de emergência comum em pacientes politraumatizados, resultante da perda significativa de volume intravascular. O Advanced Trauma Life Support (ATLS) classifica o choque hipovolêmico em quatro classes, baseadas na porcentagem de perda sanguínea, que guiam a conduta terapêutica. O choque classe II, como no caso apresentado, corresponde a uma perda de 15-30% do volume sanguíneo, manifestando-se com taquicardia, taquipneia, pressão de pulso diminuída e débito urinário reduzido, mas com pressão arterial sistólica geralmente mantida. A avaliação inicial de um paciente politraumatizado segue o ABCDE do trauma, com ênfase na identificação e controle de hemorragias. A conduta inicial no choque hipovolêmico, independentemente da classe, começa com a garantia de duas vias venosas calibrosas e a infusão rápida de soluções cristaloides isotônicas, como soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato. Para o choque classe II, a administração de cristaloides é a medida terapêutica inicial e muitas vezes suficiente para estabilizar o paciente. A resposta à infusão de cristaloides é um indicador importante para determinar a necessidade de intervenções adicionais, como a transfusão de hemoderivados (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado), que são geralmente reservados para choques mais graves (classes III e IV) ou para pacientes que não respondem adequadamente à terapia inicial com cristaloides.

Perguntas Frequentes

Quais são os parâmetros clínicos do choque hipovolêmico classe II segundo o ATLS?

O choque classe II envolve perda de 15-30% do volume sanguíneo, com taquicardia (>100 bpm), taquipneia, pressão arterial normal ou levemente diminuída, pressão de pulso diminuída e débito urinário de 20-30 mL/h.

Por que as soluções cristaloides são a primeira escolha na reposição volêmica inicial?

As soluções cristaloides são a primeira escolha por serem prontamente disponíveis, de baixo custo e eficazes na expansão do volume intravascular, especialmente em perdas moderadas, antes que a necessidade de hemoderivados seja confirmada.

Quando se deve considerar a administração de concentrado de hemácias no choque hipovolêmico?

Concentrado de hemácias é indicado em choque hipovolêmico classe III ou IV, quando há falha na resposta à infusão inicial de cristaloides, ou quando a perda sanguínea é maciça e evidente, indicando necessidade de reposição de oxigênio.

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