Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022
Sra. Regina de Oliveira Terra, 42 anos, vítima de capotamento de automóvel, dá entrada no pronto socorro trazido pelo corpo de bombeiros. Em uso de colar cervical e imobilizada em prancha rígida, apresenta-se agitada. Vias aéreas estão pérvias, ausculta pulmonar normal, frequência respiratória de 28 ipm, pulso de 132bpm, pressão arterial 80x50 mmHg, dor abdominal intensa e palidez cutânea. FAST realizado na sala de urgência evidenciou líquido livre na cavidade abdominal. Foi acionado Cirurgião de plantão para possível laparotomia e iniciadas medidas de suporte clínico. No caso em questão, qual o grau de choque hipovolêmico e as medidas mais indicadas?
Trauma com FC >120, PA <90, FR >30, agitação, FAST+ → Choque Grau III/IV, iniciar cristaloide + CH.
A paciente apresenta sinais de choque hipovolêmico grave (taquicardia, hipotensão, agitação, FR elevada, palidez e FAST positivo). Com uma PA de 80x50 mmHg e FC de 132 bpm, a perda volêmica é significativa, indicando choque grau III ou IV. O tratamento inicial envolve infusão rápida de cristaloides e transfusão de concentrado de hemácias.
O choque hipovolêmico é uma condição de emergência comum em vítimas de trauma, caracterizada pela perda aguda de volume intravascular. A rápida identificação e manejo são cruciais para a sobrevida do paciente. A classificação do choque, conforme o ATLS (Advanced Trauma Life Support), baseia-se em parâmetros fisiológicos que refletem a magnitude da perda volêmica. A paciente do caso apresenta taquicardia (FC 132 bpm), hipotensão (PA 80x50 mmHg), agitação e evidência de sangramento abdominal (FAST positivo). Esses achados são consistentes com choque hipovolêmico grau III ou IV, onde a perda volêmica estimada é de 30-40% ou >40%, respectivamente. A agitação pode ser um sinal de hipoperfusão cerebral. O tratamento inicial visa restaurar a perfusão tecidual e controlar a hemorragia. Isso inclui a infusão rápida de cristaloides (ex: soro fisiológico 0,9% ou Ringer lactato) e, devido à gravidade do quadro e evidência de sangramento, a transfusão precoce de concentrado de hemácias. A decisão por laparotomia exploradora é apropriada diante do FAST positivo e instabilidade hemodinâmica.
Os principais parâmetros incluem frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, débito urinário, estado mental e perda volêmica estimada.
A conduta inicial envolve controle das vias aéreas, ventilação e oxigenação, controle da hemorragia, acesso venoso calibroso, infusão de cristaloides e, se necessário, transfusão de concentrado de hemácias.
A transfusão é indicada quando há evidência de sangramento ativo significativo, resposta inadequada à reposição volêmica com cristaloides, ou sinais de choque grave (grau III ou IV).
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