Choque Hipovolêmico Classe IV: Manejo Inicial ATLS

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

De acordo com os preceitos da 10a edição do Advanced Trauma Life Support (ATLS®), a necessidade de reposição volêmica inicial no choque classificado como IV é de

Alternativas

  1. A) 2000 mL de solução cristaloide + 2000 mL de hemocomponentes.
  2. B) 3000 mL de sangue total +500 mL de solução hipertônica 7,5%.
  3. C) 1000 mL de solução cristaloide e observação dos sinais vitais.
  4. D) 1000 mL de Ringer Lactato e protocolo de transfusão maciça.
  5. E) reposição maciça com 4000 mL de solução cristaloide e vasoconstritores.

Pérola Clínica

Choque hipovolêmico classe IV (ATLS) → 1000 mL Ringer Lactato + Protocolo Transfusão Maciça.

Resumo-Chave

No choque hipovolêmico classe IV, a perda volêmica é superior a 40%, indicando hemorragia maciça. A conduta inicial do ATLS preconiza um bolus de 1000 mL de cristaloide (geralmente Ringer Lactato) e, devido à gravidade, a ativação imediata do protocolo de transfusão maciça, pois a reposição apenas com cristaloides é insuficiente e deletéria.

Contexto Educacional

O choque hipovolêmico no trauma é classificado em quatro classes, baseadas na perda volêmica, frequência cardíaca, pressão arterial, pressão de pulso, frequência respiratória, débito urinário e estado mental. O choque classe IV representa a perda de mais de 40% do volume sanguíneo, sendo uma condição de extrema gravidade que exige intervenção imediata e agressiva para salvar a vida do paciente. De acordo com a 10ª edição do ATLS (Advanced Trauma Life Support), a reposição volêmica inicial para pacientes em choque hipovolêmico, especialmente nos graus mais avançados como o classe IV, começa com um bolus de 1000 mL de solução cristaloide isotônica, preferencialmente Ringer Lactato, administrado rapidamente. No entanto, para o choque classe IV, a resposta a cristaloides é geralmente mínima ou transitória, indicando uma hemorragia maciça. Portanto, a conduta prioritária, após o bolus inicial de cristaloide, é a ativação imediata do protocolo de transfusão maciça. Este protocolo visa a reposição precoce e balanceada de hemocomponentes (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas) para combater a hemorragia, prevenir a coagulopatia induzida pelo trauma e otimizar a capacidade de transporte de oxigênio, sendo fundamental para a sobrevida nesses casos críticos.

Perguntas Frequentes

Quais são as características do choque hipovolêmico classe IV?

O choque classe IV é o mais grave, com perda volêmica superior a 40%, caracterizado por hipotensão grave, taquicardia >140 bpm, taquipneia >35 irpm, alteração grave do nível de consciência e débito urinário desprezível.

Por que o Ringer Lactato é preferido como cristaloide inicial no trauma?

O Ringer Lactato é preferido por ser uma solução balanceada, com eletrólitos mais próximos aos do plasma e um pH mais fisiológico, o que ajuda a minimizar a acidose metabólica em comparação com o soro fisiológico 0,9% em grandes volumes.

Quando o protocolo de transfusão maciça deve ser ativado no trauma?

O protocolo de transfusão maciça deve ser ativado precocemente em pacientes com choque hipovolêmico classe III ou IV, ou naqueles com evidência de hemorragia maciça contínua, para repor rapidamente hemocomponentes e evitar a tríade letal (acidose, hipotermia, coagulopatia).

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