PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Paciente do sexo feminino, 67 anos, foi submetida a colectomia laparoscópica. Ao avaliar a paciente na enfermaria, três horas após a chegada do bloco cirúrgico, o médico residente da Cirurgia Geral observou que a mesma encontrava-se agitada, pálida, taquipnéica, hipotensa e taquicárdica. O resultado de gasometria MAIS PROVÁVEL neste momento é:
Choque hipovolêmico pós-cirúrgico → acidose metabólica com compensação respiratória (PaCO₂ ↓).
A paciente apresenta sinais de choque hipovolêmico (hipotensão, taquicardia, palidez, agitação) após cirurgia. O choque leva à hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbico, resultando em acidose lática, que é uma forma de acidose metabólica. A taquipneia é uma tentativa de compensação respiratória, diminuindo a PaCO₂.
O choque hipovolêmico no pós-operatório imediato é uma complicação grave que exige reconhecimento e manejo rápidos. É frequentemente causado por sangramento, desidratação ou perdas para o terceiro espaço. A identificação precoce dos sinais clínicos, como hipotensão, taquicardia e taquipneia, é fundamental para a sobrevida do paciente e é um tópico recorrente em provas de residência médica. A fisiopatologia envolve a diminuição do volume intravascular, levando à redução do débito cardíaco e hipoperfusão tecidual. Isso resulta em metabolismo anaeróbico e produção de ácido lático, causando acidose metabólica. A gasometria arterial é uma ferramenta diagnóstica essencial, mostrando pH baixo, HCO₃⁻ reduzido e PaCO₂ também reduzida devido à compensação respiratória. O excesso de base (BE) negativo confirma a acidose metabólica. O tratamento visa restaurar o volume intravascular e a perfusão tecidual, geralmente com cristaloides, e controlar a causa subjacente do choque. A monitorização contínua dos parâmetros hemodinâmicos e gasométricos é crucial para guiar a terapia. Residentes devem dominar a interpretação da gasometria para identificar e tratar prontamente essas emergências.
Os sinais incluem hipotensão arterial, taquicardia, taquipneia, palidez, agitação, tempo de enchimento capilar prolongado e oligúria. Esses indicam hipoperfusão tecidual e necessidade de intervenção imediata.
No choque hipovolêmico, a hipoperfusão leva à acidose lática, manifestada por pH baixo, bicarbonato (HCO₃⁻) baixo e excesso de base (BE) negativo. A compensação respiratória resulta em PaCO₂ reduzida devido à taquipneia.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva (cristaloides), controle da fonte de sangramento (se houver), suporte de oxigênio e monitorização contínua. A correção da acidose metabólica é crucial para a recuperação.
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