UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2020
O choque possui várias causas, entre elas a hipovolemia. No choque com perdas volêmicas superiores a 15%.
Choque hipovolêmico >15% perda volêmica → Pressão de pulso ↓ (diferencial entre sistólica e diastólica).
No choque hipovolêmico, a pressão de pulso (diferença entre a pressão arterial sistólica e diastólica) é um indicador precoce de hipovolemia. Com perdas volêmicas superiores a 15%, a diminuição do volume sistólico leva a uma queda na pressão sistólica, enquanto a diastólica pode se manter ou até aumentar devido à vasoconstrição compensatória, resultando em pressão de pulso diminuída.
O choque hipovolêmico é uma emergência médica caracterizada pela inadequada perfusão tecidual devido à redução do volume intravascular. As causas são variadas, incluindo hemorragias (trauma, gastrointestinal) e perdas de fluidos não sanguíneos (desidratação grave, queimaduras). A identificação precoce e o manejo agressivo são cruciais para a sobrevida do paciente. A resposta fisiológica inicial à perda volêmica envolve mecanismos compensatórios para manter a perfusão de órgãos vitais. Com perdas volêmicas superiores a 15% (aproximadamente 750 mL em um adulto de 70 kg), o corpo começa a apresentar sinais clínicos mais evidentes. Um dos indicadores precoces é a diminuição da pressão de pulso, que reflete a queda do volume sistólico e o aumento da resistência vascular periférica como tentativa de manter a pressão arterial média. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais e sintomas do choque hipovolêmico em seus diferentes estágios. A taquicardia, taquipneia, alteração do estado mental e oligúria são sinais progressivos. O tratamento inicial consiste na reposição volêmica agressiva com cristaloides, e a indicação de hemoderivados deve ser considerada em perdas sanguíneas significativas ou quando a resposta aos fluidos é inadequada, sempre visando restaurar a perfusão tecidual e a oxigenação.
A pressão de pulso é a diferença entre a pressão arterial sistólica e diastólica. No choque hipovolêmico, a diminuição do volume sanguíneo circulante reduz o volume sistólico, levando a uma queda na pressão sistólica. A vasoconstrição periférica compensatória pode manter ou elevar a pressão diastólica, resultando em uma pressão de pulso estreita ou diminuída.
O choque hipovolêmico é classificado em quatro classes, baseadas na porcentagem de perda volêmica. A Classe I (até 15%) tem sinais mínimos. A Classe II (15-30%) apresenta taquicardia, taquipneia e diminuição da pressão de pulso. A Classe III (30-40%) adiciona hipotensão, alteração do estado mental e oligúria. A Classe IV (>40%) é caracterizada por hipotensão grave, bradicardia (tardia) e letargia.
A reposição com hemoderivados (concentrado de hemácias) é geralmente indicada no choque hipovolêmico quando há perda sanguínea significativa e evidência de que a capacidade de transporte de oxigênio está comprometida, tipicamente em perdas volêmicas superiores a 30% (Classe III) ou quando o paciente não responde à reposição inicial com cristaloides.
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