HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
O choque hipovolêmico pode ser causado por várias condições, incluindo hemorragias e desidratação. Qual das alternativas abaixo é a mais adequada para o manejo inicial de um paciente com choque hipovolêmico?
Choque hipovolêmico → Reposição volêmica agressiva com cristaloides (SF 0,9% ou Ringer Lactato) + monitorização contínua.
O manejo inicial do choque hipovolêmico foca na rápida restauração do volume intravascular com cristaloides isotônicos (Solução Salina Normal 0,9% ou Ringer Lactato), enquanto se busca identificar e controlar a causa subjacente da perda volêmica. A monitorização contínua dos sinais vitais é essencial para guiar a terapia.
O choque hipovolêmico é uma condição de emergência médica caracterizada pela perda aguda de volume intravascular, resultando em perfusão tecidual inadequada e disfunção orgânica. Pode ser causado por hemorragias (trauma, gastrointestinal, pós-parto) ou perdas de fluidos não sanguíneos (desidratação grave, queimaduras extensas, vômitos/diarreia profusos). É uma das formas mais comuns de choque e exige reconhecimento e tratamento rápidos para evitar a progressão para falência de múltiplos órgãos e morte. O diagnóstico é clínico, baseado na história e nos sinais de hipoperfusão (taquicardia, hipotensão, pele fria, oligúria, alteração do nível de consciência). A fisiopatologia envolve a redução do retorno venoso, diminuição do débito cardíaco e ativação de mecanismos compensatórios que, se insuficientes, levam à isquemia celular. É fundamental diferenciar de outros tipos de choque, como cardiogênico ou séptico, para direcionar o tratamento. O manejo inicial do choque hipovolêmico é a reposição volêmica agressiva com cristaloides isotônicos, como Solução Salina Normal 0,9% ou Ringer Lactato. A administração deve ser rápida, com bolus de 500-1000 mL em adultos, e reavaliando a resposta. A monitorização contínua dos sinais vitais, débito urinário e estado de consciência é essencial. Ao mesmo tempo, é imperativo identificar e controlar a causa subjacente da perda volêmica, seja por hemostasia cirúrgica ou tratamento da desidratação. A transfusão de hemoderivados é indicada em casos de choque hemorrágico grave.
Os principais sinais incluem taquicardia, hipotensão, tempo de enchimento capilar prolongado, pele fria e pegajosa, oligúria e alteração do estado mental. Estes refletem a perfusão tecidual inadequada devido à redução do volume intravascular.
Ambos são cristaloides isotônicos. A solução salina normal (SF 0,9%) é mais ácida e pode causar acidose hiperclorêmica em grandes volumes. O Ringer Lactato é mais fisiológico, com eletrólitos e lactato que é metabolizado a bicarbonato, sendo preferível em grandes volumes para evitar distúrbios ácido-básicos.
A monitorização contínua dos sinais vitais (pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio, débito urinário) permite avaliar a resposta à reposição volêmica e identificar precocemente a necessidade de ajustes na conduta ou intervenções adicionais. É um indicador direto da eficácia do tratamento.
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