Choque Hipovolêmico no Trauma Abdominal: Diagnóstico e FAST

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 32 anos, masculino, foi vítima de trauma abdominal fechado após ser atropelado. Chega ao hospital terciário com extremidades frias, enchimento capilar lentificado e pulsos periféricos de difícil detecção. Diante dos dados apresentado, assinale a alternativa com a principal hipótese diagnóstica e a investigação mais apropriada.

Alternativas

  1. A) Choque obstrutivo por tamponamento cardíaco. Realizar ecocardiografia transtorácica ou ultrassonografia por protocolo FAST.
  2. B) Choque neurogênico devido à lesão medular. Realizar tomografia de crânio e ultrassonografia por protocolo FAST.
  3. C) Choque distributivo. Realizar coleta de exames laboratoriais, eletrocardiograma e ultrassonografia por protocolo FAST.
  4. D) Choque hipovolêmico por lesão de órgão abdominal. Realizar exame físico, sondagem vesical e ultrassonografia por protocolo FAST.

Pérola Clínica

Trauma abdominal + sinais de choque → Choque hipovolêmico por hemorragia interna, FAST urgente.

Resumo-Chave

Os sinais (extremidades frias, enchimento capilar lentificado, pulsos difíceis) são clássicos de choque hipovolêmico. Em trauma abdominal fechado, a principal causa é hemorragia interna por lesão de órgão. A investigação inicial inclui exame físico, sondagem vesical e FAST para identificar sangramento intra-abdominal.

Contexto Educacional

O trauma abdominal fechado, como o resultante de atropelamento, é uma causa comum de lesões graves e potencialmente fatais. A principal preocupação nesses casos é a hemorragia interna, que pode levar rapidamente ao choque hipovolêmico. O reconhecimento precoce dos sinais de choque é vital para a sobrevida do paciente. Os sinais apresentados (extremidades frias, enchimento capilar lentificado, pulsos periféricos de difícil detecção) são clássicos de choque hipovolêmico, indicando uma falha na perfusão tecidual devido à diminuição do volume sanguíneo circulante. No contexto de trauma abdominal fechado, a principal hipótese é sangramento de órgãos sólidos (fígado, baço) ou vasos maiores. A investigação inicial segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support). Após a avaliação primária e estabilização das vias aéreas e respiração, a circulação é abordada. O exame físico abdominal, a sondagem vesical para monitorar o débito urinário e, crucialmente, a ultrassonografia por protocolo FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) são ferramentas essenciais para identificar rapidamente a presença de líquido livre (sangue) na cavidade abdominal e guiar a conduta, que pode incluir laparotomia exploradora de urgência.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de choque hipovolêmico?

Os principais sinais incluem taquicardia, hipotensão, taquipneia, extremidades frias, enchimento capilar lentificado, pele pálida e úmida, alteração do estado mental e oligúria.

O que é o protocolo FAST e qual sua importância no trauma?

O FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é um ultrassom rápido à beira do leito para identificar líquido livre (sangue) em cavidades (pericárdio, peritônio, pleura), sendo crucial para o diagnóstico rápido de hemorragias internas no trauma.

Por que a sondagem vesical é importante no trauma abdominal?

A sondagem vesical permite monitorar o débito urinário, um indicador da perfusão renal e do estado volêmico, além de esvaziar a bexiga para facilitar o exame físico e a realização do FAST.

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