UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
Uma jovem de 20 anos é levada à emergência após um episódio de síncope. Ela se queixa de dor abdominal baixa e sangramento vaginal de início há 2 dias. Apresenta PA=85 x 40 mmHg, FC=130bpm, FR=18mpm e satO₂ 95% em ar ambiente. Sente-se tonta, mas responde adequadamente aos questionamentos e não apresenta déficits neurológicos focais. Qual a conduta mais apropriada neste caso?
Mulher jovem com dor abdominal, sangramento vaginal e instabilidade hemodinâmica (síncope, hipotensão, taquicardia) → choque hipovolêmico, suspeita de gravidez ectópica rota. Prioridade: estabilização hemodinâmica.
Diante de uma mulher em idade fértil com dor abdominal, sangramento vaginal e sinais de choque (síncope, hipotensão, taquicardia), a principal suspeita é gravidez ectópica rota. A conduta inicial e mais urgente é a estabilização hemodinâmica com acesso venoso calibroso e reposição volêmica agressiva.
A síncope, dor abdominal baixa e sangramento vaginal em uma mulher jovem, acompanhados de instabilidade hemodinâmica (hipotensão e taquicardia), configuram uma emergência médica grave, com alta suspeita de choque hipovolêmico. Dentre as causas ginecológicas, a gravidez ectópica rota é a mais temida e deve ser a primeira a ser considerada, dada a sua potencial letalidade por hemorragia interna. Outras causas incluem aborto espontâneo complicado, cisto ovariano roto com sangramento ou outras condições hemorrágicas. A prioridade absoluta no manejo de qualquer paciente em choque é a estabilização hemodinâmica. Isso envolve a garantia de vias aéreas pérvias, ventilação adequada e, crucialmente, a restauração da volemia. Para isso, devem ser estabelecidos dois acessos venosos periféricos de grosso calibre (preferencialmente 14 ou 16G) e iniciada a infusão rápida de cristaloides (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) em bolus, enquanto se aguarda a disponibilidade de hemoderivados, se necessário. A investigação diagnóstica, como teste rápido de gravidez e ultrassonografia abdominal, embora importantes, deve ser realizada concomitantemente ou logo após a estabilização inicial. A demora na reposição volêmica pode levar à deterioração irreversível do quadro clínico. Uma vez estabilizada, a paciente deve ser encaminhada para o diagnóstico definitivo e tratamento cirúrgico, se indicado, como no caso de gravidez ectópica rota.
Os sinais de choque hipovolêmico incluem hipotensão (PA <90/60 mmHg), taquicardia (>100 bpm), taquipneia, palidez, sudorese, alteração do nível de consciência (tontura, síncope) e tempo de enchimento capilar prolongado.
A conduta inicial mais apropriada é garantir dois acessos venosos periféricos calibrosos (preferencialmente 14 ou 16G) e iniciar a reposição volêmica rápida com bolus de cristaloides (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato), enquanto se busca a causa do choque.
A gravidez ectópica rota é uma suspeita crucial porque pode causar hemorragia interna maciça e rápida, levando a choque hipovolêmico grave. A tríade clássica é dor abdominal, sangramento vaginal e massa anexial, mas a instabilidade hemodinâmica é um sinal de ruptura.
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