Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2023
Homem de 25 anos de idade é admitido no pronto-socorro, vítima de dois ferimentos por projétil de arma de fogo no tórax. Qual das alternativas abaixo sugere que ele perdeu 30% a 40% do seu volume circulante?
Choque hemorrágico Classe III (30-40% perda) → FC >120, PA ↓, Pressão de pulso ↓↓, Débito urinário 5-15 mL/h.
A classificação do choque hemorrágico pelo ATLS é crucial. Perda de 30-40% do volume circulante (Classe III) manifesta-se com taquicardia acentuada (>120 bpm), hipotensão, pressão de pulso muito reduzida e oligúria significativa (5-15 mL/h), indicando descompensação.
O choque hipovolêmico, especialmente o hemorrágico, é uma das principais causas de morte evitável em pacientes traumatizados. A rápida identificação e classificação da gravidade da perda volêmica são cruciais para o manejo adequado e para a sobrevida do paciente. O Advanced Trauma Life Support (ATLS) estabelece uma classificação em quatro classes, correlacionando a porcentagem de perda sanguínea com alterações fisiológicas. A perda de 30% a 40% do volume circulante (Choque Classe III) representa um estágio de descompensação significativa. Nesse ponto, o paciente geralmente apresenta taquicardia acentuada (FC > 120 bpm), hipotensão arterial (PA diminuída), pressão de pulso muito reduzida (devido à vasoconstrição periférica compensatória) e oligúria marcada (débito urinário entre 5 e 15 mL/h). A ansiedade e confusão mental também são comuns devido à hipoperfusão cerebral. O tratamento do choque hemorrágico envolve o controle da hemorragia e a reposição volêmica agressiva, inicialmente com cristaloides e, rapidamente, com produtos sanguíneos (protocolo de transfusão maciça, se indicado). O monitoramento contínuo dos sinais vitais, débito urinário e estado mental é essencial para avaliar a resposta ao tratamento e guiar as intervenções subsequentes, visando restaurar a perfusão tecidual e evitar a falência de múltiplos órgãos.
O ATLS classifica o choque hemorrágico em quatro classes (I, II, III, IV) com base na porcentagem de perda volêmica, que se correlaciona com alterações nos sinais vitais e débito urinário.
A pressão de pulso (diferença entre PA sistólica e diastólica) é um indicador sensível de perda volêmica. Em choque, a vasoconstrição periférica para manter a PA sistólica pode levar a um aumento da PA diastólica, estreitando a pressão de pulso e indicando hipovolemia.
O débito urinário é um excelente indicador da perfusão renal e, consequentemente, da perfusão de órgãos vitais. À medida que o choque se agrava e a perfusão renal diminui, o débito urinário cai progressivamente, indicando a necessidade de reposição volêmica urgente.
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