Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
Um paciente, vítima de capotamento de automóvel com os seguintes sinais vitais: PA: 60 x 40mmHg, FC: 125 bpm, FR: 31 irpm, Oligúrico, Agitado. Qual a classe do choque hipovolêmico, segundo o Advanced Trauma Life Support (ATLS)?
Choque hipovolêmico Classe III ATLS → PA ↓, FC ↑↑, FR ↑, oligúria, agitação.
A classificação do choque hipovolêmico pelo ATLS é crucial para guiar a ressuscitação volêmica. A Classe III indica perda de 30-40% do volume sanguíneo, manifestando-se com hipotensão, taquicardia significativa, taquipneia, oligúria e alteração do estado mental.
O choque hipovolêmico é uma das principais causas de mortalidade em pacientes traumatizados, sendo sua rápida identificação e manejo cruciais. O Advanced Trauma Life Support (ATLS) estabelece uma classificação baseada na perda de volume sanguíneo, que auxilia na avaliação da gravidade e na orientação terapêutica inicial. Compreender essa classificação é fundamental para residentes que atuam em serviços de emergência. A classificação do choque hipovolêmico no ATLS divide-se em quatro classes, baseadas na porcentagem de perda volêmica, frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, débito urinário e estado mental. A Classe III, que corresponde a uma perda de 30-40% do volume sanguíneo, manifesta-se com hipotensão, taquicardia significativa, taquipneia, oligúria e alteração do estado mental, como agitação ou confusão. Esses parâmetros são indicadores diretos da perfusão tecidual e da resposta compensatória do organismo. O tratamento inicial do choque hipovolêmico envolve o controle da hemorragia e a reposição volêmica agressiva, geralmente com cristaloides isotônicos. A identificação da classe do choque permite antecipar a necessidade de transfusão de hemoderivados e escalonar o tratamento, visando restaurar a perfusão e oxigenação tecidual. O monitoramento contínuo dos sinais vitais e do débito urinário é essencial para avaliar a resposta à ressuscitação.
A Classe III de choque hipovolêmico é caracterizada por hipotensão (PA sistólica < 90 mmHg), taquicardia (> 120 bpm), taquipneia (> 30 irpm), oligúria e alteração do estado mental (agitação ou confusão).
A classificação do choque pelo ATLS permite estimar a perda volêmica e guiar a conduta inicial, incluindo a necessidade de transfusão sanguínea e a agressividade da ressuscitação volêmica.
A Classe II geralmente mantém a pressão arterial normal ou ligeiramente diminuída, com taquicardia moderada e ansiedade. A Classe III já apresenta hipotensão clara, taquicardia acentuada e oligúria, indicando maior perda volêmica.
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