SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2015
Devido às condutas adequadas no atendimento inicial, o paciente referido na Situação-Problema 6 chega a uma unidade especializada em atendimento ao trauma. Mantém taquicardia, está descorado, com pele fria e pálida, apresenta melhora temporária com as medidas iniciais tomadas, mas evolui com piora do choque, sem exteriorização de sangramento. Nesse momento, indique a conduta geral a ser tomada.
Respondedor transitório + Piora hemodinâmica = Sangramento ativo → Intervenção definitiva imediata.
Pacientes 'respondedores transitórios' no trauma indicam perda volêmica contínua (sangramento ativo); a conduta exige transição para hemoderivados e controle cirúrgico ou radiológico imediato.
O manejo do choque hemorrágico no trauma evoluiu do conceito de 'reposição volêmica agressiva com cristaloide' para a 'ressuscitação de controle de danos'. O ATLS classifica a resposta à volemia em: rápida, transitória ou mínima/ausente. O respondedor transitório é o desafio clínico clássico, pois sua estabilidade é ilusória e temporária. A fisiopatologia envolve a persistência da hemorragia, onde a reposição apenas 'empata' com a perda até que os mecanismos compensatórios falhem. A tríade letal do trauma deve ser prevenida ativamente. A indicação de laparotomia exploradora ou intervenção em centro cirúrgico é mandatória se o foco for abdominal ou pélvico instável, priorizando a hemostasia em detrimento de reparos anatômicos complexos na fase inicial.
É o paciente que apresenta melhora inicial dos parâmetros hemodinâmicos (queda da frequência cardíaca, aumento da pressão) após o bólus inicial de cristaloides, mas volta a deteriorar assim que a infusão diminui. Isso sinaliza uma perda sanguínea contínua de cerca de 20% a 40% do volume total.
A conduta deve ser a busca rápida pelo foco de sangramento (FAST, RX de tórax/pelve) e a transição para a reposição com hemoderivados (concentrado de hemácias, plasma e plaquetas), preferencialmente seguindo protocolos de transfusão maciça, enquanto se prepara a intervenção definitiva (cirurgia ou angioembolização).
Os quatro grandes sítios de sangramento 'que não se vê' são: tórax, abdome (espaço peritoneal), pelve (retroperitônio) e ossos longos (especialmente fêmur). No paciente instável sem exteriorização, o foco abdominal é altamente suspeito e deve ser avaliado com FAST ou Lavado Peritoneal Diagnóstico.
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