HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022
Mulher de 33 anos foi vítima de atropelamento por automóvel na zona rural da cidade, há cerca de 30 minutos, e levada ao pronto atendimento por familiares. Ao exame clínico, mostra-se confusa e agitada, frequência respiratória de 33 irpm, frequência cardíaca de 128 bpm e pressão arterial de 80 x 40 mmHg. Com o diagnóstico de choque hipovolêmico, a classificação com base nos parâmetros clínicos é:
Choque hipovolêmico Classe III = perda 30-40% volume, taquicardia (120-140), hipotensão, taquipneia, confusão.
A classificação do choque hipovolêmico pelo ATLS é fundamental para guiar o manejo inicial. A presença de taquicardia significativa, hipotensão e alteração do estado mental indica uma perda volêmica substancial, geralmente Classe III ou IV.
O choque hipovolêmico é uma condição de emergência caracterizada pela perda significativa de volume sanguíneo ou fluidos, levando à perfusão tecidual inadequada. No contexto do trauma, a hemorragia é a causa mais comum, e a rápida identificação e classificação são vitais para o manejo adequado e para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia do choque hipovolêmico envolve a diminuição do retorno venoso, do débito cardíaco e da pressão arterial, resultando em hipoperfusão e disfunção orgânica. O Advanced Trauma Life Support (ATLS) classifica o choque em quatro classes com base em sinais vitais (frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória), débito urinário e estado mental, que refletem a porcentagem de perda volêmica. O tratamento do choque hipovolêmico foca no controle da fonte de sangramento e na reposição volêmica. A reanimação inicial é feita com cristaloides isotônicos, e a transfusão de hemoderivados (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado, plaquetas) é indicada precocemente em choques mais graves (Classe III e IV). A monitorização contínua e a reavaliação frequente dos parâmetros clínicos são essenciais para guiar a terapia e otimizar os resultados.
A classificação do choque hipovolêmico pelo ATLS utiliza parâmetros como perda de volume sanguíneo, frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, débito urinário e estado mental do paciente para determinar a gravidade.
Na Classe II (perda de 15-30%), o paciente apresenta taquicardia leve (100-120 bpm) e ansiedade, mas a PA geralmente é normal. Na Classe III (perda de 30-40%), há taquicardia mais acentuada (120-140 bpm), hipotensão, taquipneia e alteração do estado mental (confusão/letargia).
A conduta inicial para choque Classe III inclui controle da hemorragia, acesso venoso calibroso, reposição volêmica agressiva com cristaloides (20 mL/kg em bolus) e, se necessário, transfusão de hemoderivados, além de monitorização contínua e reavaliação.
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