Choque Hipovolêmico por HDA: Reposição Volêmica Urgente

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020

Enunciado

Osvair, 72 anos, deu entrada na Unidade Regional de Emergência, com história de hematêmese, melena, confusão mental e desmaio. Ao chegar, a frequência cardíaca era 116 bpm, a PA= 80/58 mmHg, frequência respiratória 20 ipm, afebril. A esposa falou que não urinou nas últimas 12 horas. A mais rápida conduta que se deve tomar, neste caso, é

Alternativas

  1. A) realizar coleta de hematócrito e hemoglobina, para guiar transfusão de sangue.
  2. B)  solicitar endoscopia digestiva alta de urgência.
  3. C)  iniciar reposição volêmica com cristaloide isotônico.
  4. D)  iniciar inibidor de bomba protônica injetável.

Pérola Clínica

Choque hipovolêmico por HDA: prioridade é reposição volêmica agressiva com cristaloide isotônico.

Resumo-Chave

O paciente apresenta sinais claros de choque hipovolêmico (hipotensão, taquicardia, confusão mental, anúria) devido a uma hemorragia digestiva alta. A prioridade absoluta é a estabilização hemodinâmica através da reposição volêmica rápida com cristaloides isotônicos para restaurar a perfusão tecidual e evitar a falência de múltiplos órgãos.

Contexto Educacional

O paciente apresenta um quadro clássico de choque hipovolêmico grave secundário a uma hemorragia digestiva alta (HDA), evidenciado por hematêmese, melena, hipotensão, taquicardia, confusão mental e anúria. A HDA é uma emergência médica comum, com alta morbimortalidade se não for prontamente reconhecida e tratada. A prioridade absoluta no manejo de um paciente em choque hipovolêmico é a estabilização hemodinâmica. Isso é alcançado primariamente pela reposição volêmica agressiva. A administração rápida de cristaloides isotônicos, como soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato, através de acessos venosos calibrosos, visa restaurar o volume intravascular e a perfusão tecidual. Somente após a estabilização inicial, outras condutas como a coleta de exames laboratoriais completos (incluindo tipagem sanguínea e prova cruzada), a solicitação de endoscopia digestiva alta de urgência e a administração de inibidores de bomba protônica injetáveis devem ser consideradas. A transfusão sanguínea será guiada pela resposta à reposição volêmica e pelos níveis de hemoglobina, com um limiar geralmente mais alto para idosos e pacientes com comorbidades.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos de choque hipovolêmico grave?

Sinais de choque hipovolêmico grave incluem hipotensão (PA sistólica <90 mmHg), taquicardia (>100 bpm), taquipneia, alteração do nível de consciência, oligúria/anúria, extremidades frias e tempo de enchimento capilar prolongado.

Qual o tipo de fluido preferencial para reposição volêmica inicial no choque hipovolêmico?

Cristaloides isotônicos, como soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato, são os fluidos de escolha para a reposição volêmica inicial rápida, administrados em bolus para restaurar o volume intravascular.

Quando a transfusão sanguínea é indicada no manejo da hemorragia digestiva alta?

A transfusão de concentrado de hemácias é indicada em pacientes com instabilidade hemodinâmica persistente apesar da reposição volêmica, ou quando a hemoglobina cai abaixo de 7 g/dL (ou 8-9 g/dL em pacientes com comorbidades cardiovasculares).

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