Choque Hipovolêmico Classe III: Sinais e Sintomas (ATLS/PALS)

HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2023

Enunciado

De acordo com a classificação da perda sanguínea elaborada pelo ATLS e do PALS, um paciente com perda sanguínea de classe III apresentará quais sintomas?

Alternativas

  1. A) Pele pálida e fria, FC normal e PAS diminuída, débito urinário diminuído e estado mental confuso.
  2. B) Enchimento capilar prolongado, pele fria e moteada, FC aumentada E PAS normal, débito urinário normal e estado mental ansioso/ irritável.
  3. C) FC muito aumentada e PAS diminuída, indivíduo cianótico e com enchimento capilar nitidamente prolongado, com oligúria e estado mental ansioso/ confuso.
  4. D) FC muito aumentada e PAS diminuída, pele pálida e fria, oligoanúria e estado mental confuso/ letárgico.

Pérola Clínica

Choque Classe III (ATLS/PALS): FC ↑↑, PAS ↓, enchimento capilar prolongado, oligúria, ansioso/confuso.

Resumo-Chave

A perda sanguínea de Classe III, conforme ATLS/PALS, representa um choque hipovolêmico grave, com sinais claros de hipoperfusão. A taquicardia é acentuada, a pressão arterial sistólica começa a cair significativamente, e há comprometimento da perfusão de órgãos vitais, manifestado por oligúria e alteração do estado mental.

Contexto Educacional

A classificação da perda sanguínea, conforme estabelecido pelo Advanced Trauma Life Support (ATLS) e Pediatric Advanced Life Support (PALS), é uma ferramenta crucial para a avaliação rápida e o manejo inicial de pacientes com choque hipovolêmico. Essa classificação divide a perda sanguínea em quatro classes, baseando-se em parâmetros fisiológicos que refletem a gravidade da hemorragia e a resposta compensatória do organismo. A compreensão dessas classes é vital para guiar a ressuscitação volêmica e outras intervenções. A perda sanguínea de Classe III representa uma hemorragia significativa, geralmente entre 30% e 40% do volume sanguíneo total (aproximadamente 1500-2000 mL em um adulto de 70 kg). Fisiologicamente, o corpo já esgotou grande parte de seus mecanismos compensatórios. Isso se manifesta clinicamente por taquicardia acentuada (FC muito aumentada), hipotensão arterial sistólica (PAS diminuída), enchimento capilar nitidamente prolongado, oligúria (débito urinário diminuído) e alteração do estado mental, que pode variar de ansiedade a confusão. O tratamento do choque Classe III exige uma ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides e, frequentemente, transfusão de hemoderivados, além da identificação e controle da fonte de sangramento. O prognóstico depende da rapidez e eficácia do manejo. Para residentes, é fundamental reconhecer esses sinais precocemente, pois a progressão para a Classe IV (perda >40%) leva a um choque irreversível e alta mortalidade. A monitorização contínua dos parâmetros vitais e do débito urinário é essencial para avaliar a resposta ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença entre choque Classe II e Classe III?

A principal diferença é que na Classe III já há hipotensão arterial sistólica e oligúria evidente, enquanto na Classe II a PAS geralmente se mantém normal e a oligúria é menos acentuada.

Por que o enchimento capilar prolongado é um sinal importante no choque?

O enchimento capilar prolongado (>2 segundos) indica má perfusão periférica, sendo um sinal precoce e sensível de choque, especialmente em crianças.

Quais são os parâmetros vitais mais confiáveis para avaliar a gravidade do choque em crianças?

Em crianças, a taquicardia e o tempo de enchimento capilar prolongado são sinais mais precoces e confiáveis de choque do que a hipotensão, que é um sinal tardio.

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