SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021
Qual das opções abaixo pode ser causa de choque hipovolêmico?
Queimaduras extensas → grande perda de plasma → choque hipovolêmico.
Queimaduras extensas causam uma perda maciça de fluidos (plasma e eletrólitos) através da barreira cutânea danificada e para o espaço intersticial (terceiro espaço), resultando em hipovolemia grave e choque, que exige reposição volêmica agressiva.
O choque hipovolêmico é uma condição de emergência caracterizada pela redução crítica do volume intravascular efetivo, levando à perfusão tecidual inadequada e disfunção orgânica. É fundamental para o residente identificar rapidamente suas causas e iniciar o tratamento adequado, pois o atraso pode resultar em alta morbimortalidade. As queimaduras extensas representam uma causa particular e desafiadora de choque hipovolêmico. A fisiopatologia do choque hipovolêmico em queimaduras envolve a perda massiva de fluidos ricos em proteínas (plasma) através da pele danificada, além de um aumento da permeabilidade capilar sistêmica que causa extravasamento de fluidos para o espaço intersticial, formando edema e sequestrando volume do compartimento intravascular. Isso leva a uma diminuição do débito cardíaco, hipotensão e hipoperfusão tecidual. O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais de hipovolemia (taquicardia, hipotensão, oligúria, tempo de enchimento capilar prolongado) e na história de queimadura extensa. O tratamento do choque hipovolêmico em queimados é primariamente a reposição volêmica agressiva com cristaloides, como o Ringer Lactato, para restaurar o volume intravascular e manter a perfusão orgânica. A quantidade de fluido é calculada com base na extensão da queimadura e peso do paciente (ex: fórmula de Parkland), com metade do volume administrado nas primeiras 8 horas e o restante nas 16 horas seguintes. O monitoramento da resposta à fluidoterapia (débito urinário, pressão arterial, FC) é essencial.
As principais causas são hemorragia (trauma, sangramento gastrointestinal, ruptura de aneurisma), perdas gastrointestinais (vômitos e diarreia graves), perdas renais (diurese osmótica, diabetes insipidus) e perdas para o terceiro espaço (queimaduras extensas, pancreatite, obstrução intestinal).
Queimaduras extensas causam danos à barreira cutânea, resultando em grande perda de plasma e eletrólitos por evaporação e exsudação. Além disso, há um aumento da permeabilidade capilar sistêmica, levando ao extravasamento de fluidos para o espaço intersticial (terceiro espaço), diminuindo o volume intravascular efetivo.
A conduta inicial é a reposição volêmica agressiva com cristaloides (solução de Ringer Lactato), guiada por fórmulas como a de Parkland, para restaurar o volume intravascular e manter a perfusão orgânica. O controle da dor e a prevenção de hipotermia também são importantes.
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