Choque Hipovolêmico: Causas e Manejo em Queimaduras

SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021

Enunciado

Qual das opções abaixo pode ser causa de choque hipovolêmico?

Alternativas

  1. A) Anestesia espinhal
  2. B) Trauma raquimedular
  3. C) Queimaduras extensas
  4. D) Sepse

Pérola Clínica

Queimaduras extensas → grande perda de plasma → choque hipovolêmico.

Resumo-Chave

Queimaduras extensas causam uma perda maciça de fluidos (plasma e eletrólitos) através da barreira cutânea danificada e para o espaço intersticial (terceiro espaço), resultando em hipovolemia grave e choque, que exige reposição volêmica agressiva.

Contexto Educacional

O choque hipovolêmico é uma condição de emergência caracterizada pela redução crítica do volume intravascular efetivo, levando à perfusão tecidual inadequada e disfunção orgânica. É fundamental para o residente identificar rapidamente suas causas e iniciar o tratamento adequado, pois o atraso pode resultar em alta morbimortalidade. As queimaduras extensas representam uma causa particular e desafiadora de choque hipovolêmico. A fisiopatologia do choque hipovolêmico em queimaduras envolve a perda massiva de fluidos ricos em proteínas (plasma) através da pele danificada, além de um aumento da permeabilidade capilar sistêmica que causa extravasamento de fluidos para o espaço intersticial, formando edema e sequestrando volume do compartimento intravascular. Isso leva a uma diminuição do débito cardíaco, hipotensão e hipoperfusão tecidual. O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais de hipovolemia (taquicardia, hipotensão, oligúria, tempo de enchimento capilar prolongado) e na história de queimadura extensa. O tratamento do choque hipovolêmico em queimados é primariamente a reposição volêmica agressiva com cristaloides, como o Ringer Lactato, para restaurar o volume intravascular e manter a perfusão orgânica. A quantidade de fluido é calculada com base na extensão da queimadura e peso do paciente (ex: fórmula de Parkland), com metade do volume administrado nas primeiras 8 horas e o restante nas 16 horas seguintes. O monitoramento da resposta à fluidoterapia (débito urinário, pressão arterial, FC) é essencial.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de choque hipovolêmico?

As principais causas são hemorragia (trauma, sangramento gastrointestinal, ruptura de aneurisma), perdas gastrointestinais (vômitos e diarreia graves), perdas renais (diurese osmótica, diabetes insipidus) e perdas para o terceiro espaço (queimaduras extensas, pancreatite, obstrução intestinal).

Como as queimaduras extensas levam ao choque hipovolêmico?

Queimaduras extensas causam danos à barreira cutânea, resultando em grande perda de plasma e eletrólitos por evaporação e exsudação. Além disso, há um aumento da permeabilidade capilar sistêmica, levando ao extravasamento de fluidos para o espaço intersticial (terceiro espaço), diminuindo o volume intravascular efetivo.

Qual a conduta inicial no manejo do choque hipovolêmico por queimaduras?

A conduta inicial é a reposição volêmica agressiva com cristaloides (solução de Ringer Lactato), guiada por fórmulas como a de Parkland, para restaurar o volume intravascular e manter a perfusão orgânica. O controle da dor e a prevenção de hipotermia também são importantes.

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