Choque Hipovolêmico: Fisiopatologia e Manejo Inicial

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2022

Enunciado

Pacientes com diversos tipos de choque chegam rotineiramente nas emergências dos prontos atendimentos e o conhecimento das diferentes causas e suas consequências é fundamental para o tratamento adequado. Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O choque hipovolêmico pode ser causado por desidratação, perda sanguínea ou diarreia e cursa com diminuição do débito cardíaco e do índice cardíaco.
  2. B) O choque cardiogênico pode ser causado por insuficiência coronariana ou arritmias e tem como alterações principais a vasoplegia periférica e o aumento da pré-carga e do débito cardíaco.
  3. C) O choque neurogênico é mais frequentemente ocasionado por anestesia geral e cursa com aumento no tônus vasomotor periférico.
  4. D) Na fase tardia do choque séptico, os índices cardíacos são hiperdinâmicos e há adequada liberação de oxigênio para a periferia.

Pérola Clínica

Choque hipovolêmico → ↓ pré-carga, ↓ débito cardíaco, ↓ índice cardíaco devido à perda de volume.

Resumo-Chave

O choque hipovolêmico é caracterizado pela redução do volume intravascular efetivo, levando a uma diminuição do retorno venoso ao coração, o que consequentemente reduz a pré-carga, o débito cardíaco e o índice cardíaco, comprometendo a perfusão tecidual.

Contexto Educacional

O choque é uma síndrome de hipoperfusão tecidual generalizada, resultando em desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio e nutrientes. O reconhecimento precoce e a diferenciação dos tipos de choque são cruciais para o manejo adequado e a redução da mortalidade em ambientes de emergência. O choque hipovolêmico, um dos tipos mais comuns, é causado pela perda significativa de volume intravascular, seja por hemorragia (choque hemorrágico) ou por perda de fluidos não sanguíneos (choque hipovolêmico não hemorrágico). Essa redução de volume leva a uma diminuição do retorno venoso, da pré-carga e, consequentemente, do débito cardíaco e da perfusão tecidual. O tratamento do choque hipovolêmico foca na reposição rápida do volume perdido, utilizando cristaloides para perdas de fluidos e hemoderivados para perdas sanguíneas, visando restaurar a pré-carga e otimizar o débito cardíaco. A monitorização hemodinâmica é fundamental para guiar a terapia e avaliar a resposta do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas do choque hipovolêmico?

As principais causas incluem perda sanguínea (hemorragia), perda de fluidos gastrointestinais (vômitos, diarreia), perda renal excessiva (diuréticos, diabetes insipidus) e perdas para o terceiro espaço (queimaduras, pancreatite).

Quais são as alterações hemodinâmicas características do choque hipovolêmico?

Caracteriza-se por diminuição da pré-carga (pressão de enchimento), diminuição do débito cardíaco e índice cardíaco, e aumento compensatório da resistência vascular sistêmica.

Como o choque hipovolêmico difere do choque séptico em termos hemodinâmicos?

No choque hipovolêmico, há diminuição do débito cardíaco e aumento da resistência vascular sistêmica. No choque séptico (fase quente), há aumento do débito cardíaco e diminuição da resistência vascular sistêmica (vasodilatação).

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