CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2022
Pacientes com diversos tipos de choque chegam rotineiramente nas emergências dos prontos atendimentos e o conhecimento das diferentes causas e suas consequências é fundamental para o tratamento adequado. Assinale a alternativa correta.
Choque hipovolêmico → ↓ pré-carga, ↓ débito cardíaco, ↓ índice cardíaco devido à perda de volume.
O choque hipovolêmico é caracterizado pela redução do volume intravascular efetivo, levando a uma diminuição do retorno venoso ao coração, o que consequentemente reduz a pré-carga, o débito cardíaco e o índice cardíaco, comprometendo a perfusão tecidual.
O choque é uma síndrome de hipoperfusão tecidual generalizada, resultando em desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio e nutrientes. O reconhecimento precoce e a diferenciação dos tipos de choque são cruciais para o manejo adequado e a redução da mortalidade em ambientes de emergência. O choque hipovolêmico, um dos tipos mais comuns, é causado pela perda significativa de volume intravascular, seja por hemorragia (choque hemorrágico) ou por perda de fluidos não sanguíneos (choque hipovolêmico não hemorrágico). Essa redução de volume leva a uma diminuição do retorno venoso, da pré-carga e, consequentemente, do débito cardíaco e da perfusão tecidual. O tratamento do choque hipovolêmico foca na reposição rápida do volume perdido, utilizando cristaloides para perdas de fluidos e hemoderivados para perdas sanguíneas, visando restaurar a pré-carga e otimizar o débito cardíaco. A monitorização hemodinâmica é fundamental para guiar a terapia e avaliar a resposta do paciente.
As principais causas incluem perda sanguínea (hemorragia), perda de fluidos gastrointestinais (vômitos, diarreia), perda renal excessiva (diuréticos, diabetes insipidus) e perdas para o terceiro espaço (queimaduras, pancreatite).
Caracteriza-se por diminuição da pré-carga (pressão de enchimento), diminuição do débito cardíaco e índice cardíaco, e aumento compensatório da resistência vascular sistêmica.
No choque hipovolêmico, há diminuição do débito cardíaco e aumento da resistência vascular sistêmica. No choque séptico (fase quente), há aumento do débito cardíaco e diminuição da resistência vascular sistêmica (vasodilatação).
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