UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015
Sobre Choque em Cirurgia, analise as seguintes assertivas:I- A água corporal total consiste em parâmetro que deve ser avaliado em situações de reposição volêmica. Constitui-se em 40 a 60% do peso corporal na maioria dos indivíduos adultos.II- Acidemia láctica, oligúria, alterações do nível de consciência e queda maior que 40 mmHg da pressão arterial sistólica normal são indicadores de hipoperfusão tecidual nos quadros de sepse grave.III- Durante o atendimento inicial dos quadros de choque hipovolêmico, a refratariedade à expansão com cerca de 2 a 4 litros de cristaloides, torna mandatória a utilização imediata de drogas vasoativas para controle de pressão arterial.IV- Em quadros de politraumatismo, o choque hipovolêmico sem lesões externas ao exame físico, é explicado em geral por hemorragias em um dos cinco compartimentos corporais a seguir: tórax, cavidade peritoneal, fraturas pélvicas, fratura de ossos longos e sangramentos intracranianos.V- Pacientes podem ser considerados portadores de sepse quando apresentam critérios positivos para SRIS e possuírem um foco infeccioso confirmado.
Choque hipovolêmico → volume antes de vasoativos; Sepse = SRIS + infecção; Hipoperfusão tecidual → acidemia láctica, oligúria, alt. consciência.
A avaliação da hipoperfusão tecidual é crucial na sepse grave, e a reposição volêmica adequada é a primeira linha no choque hipovolêmico antes de considerar vasoativos, que podem ser prejudiciais se a hipovolemia não for corrigida.
O choque em cirurgia é uma condição de falência circulatória que resulta em hipoperfusão tecidual e disfunção orgânica. Compreender seus diferentes tipos, como o hipovolêmico e o séptico, é fundamental para o residente, pois o manejo precoce e correto impacta diretamente a morbimortalidade. A resposta do organismo ao trauma cirúrgico pode exacerbar ou desencadear quadros de choque. No choque hipovolêmico, a perda de volume intravascular leva à diminuição do débito cardíaco. A reposição volêmica com cristaloides é a pedra angular do tratamento inicial. Já no choque séptico, a disfunção circulatória é causada por uma resposta inflamatória desregulada à infecção. Indicadores de hipoperfusão tecidual, como acidemia láctica, oligúria e alteração do nível de consciência, são cruciais para guiar o tratamento e identificar a gravidade. A utilização de drogas vasoativas no choque hipovolêmico deve ser considerada apenas após a otimização da reposição volêmica, pois sua administração em hipovolemia não corrigida pode piorar a perfusão. Em politraumatizados, a busca por sangramentos ocultos em compartimentos como tórax, abdome, pelve e fraturas de ossos longos é essencial para identificar e controlar a fonte da perda volêmica. A definição de sepse, embora tenha evoluído, ainda considera a presença de SRIS associada a um foco infeccioso.
Os principais indicadores incluem acidemia láctica, oligúria, alterações do nível de consciência e hipotensão persistente, refletindo a inadequada oferta de oxigênio aos tecidos.
A prioridade é a rápida reposição volêmica com cristaloides para restaurar a pré-carga e a perfusão tecidual, antes de considerar o uso de drogas vasoativas.
Em politraumatizados, o sangramento oculto deve ser investigado no tórax, abdome, pelve, retroperitônio e fraturas de ossos longos, que são os principais compartimentos de grande perda volêmica.
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