DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2024
Larissa, 35 anos, em pós-operatório de histerectomia, apresenta queda abrupta de pressão arterial e taquicardia. Baseado nas diretrizes brasileiras, qual das ações abaixo é mais imediatamente indicada?
Choque hipovolêmico pós-histerectomia → Reposição volêmica rápida com cristaloides (SF 0,9%).
Em um cenário de choque hipovolêmico pós-operatório, caracterizado por queda abrupta da pressão arterial e taquicardia, a prioridade é a rápida reposição volêmica com cristaloides, como 2L de solução salina, para restaurar a perfusão tecidual.
O choque hipovolêmico é uma emergência médica caracterizada pela perda de volume intravascular suficiente para comprometer a perfusão tecidual e a oferta de oxigênio. Em pacientes no pós-operatório de cirurgias como a histerectomia, a principal causa é a hemorragia. A identificação precoce dos sinais de choque, como hipotensão e taquicardia, é crucial para um manejo eficaz e para evitar desfechos desfavoráveis. As diretrizes brasileiras e internacionais preconizam a reposição volêmica rápida como a medida mais imediata e prioritária no tratamento do choque hipovolêmico. Soluções cristaloides, como a solução salina 0,9%, são a primeira escolha para expandir o volume intravascular. A administração de grandes volumes deve ser feita de forma rápida, com reavaliação contínua da resposta do paciente. É um erro comum atrasar a reposição volêmica para realizar exames complementares. Embora exames como eletrocardiograma e hemograma sejam importantes para investigar a causa e monitorar o paciente, a estabilização hemodinâmica com fluidos é a prioridade para salvar a vida do paciente. A massagem cardíaca, por exemplo, é reservada para casos de parada cardiorrespiratória e não para choque com atividade cardíaca presente.
Os primeiros sinais incluem queda abrupta da pressão arterial, taquicardia, pele fria e pegajosa, tempo de enchimento capilar prolongado e alteração do nível de consciência. A hipotensão e taquicardia são marcadores chave de instabilidade hemodinâmica.
A conduta inicial é a rápida reposição volêmica com cristaloides (ex: solução salina 0,9% ou Ringer Lactato), administrando bolus de 500-1000 mL em adultos, ou 20 mL/kg em crianças, reavaliando a resposta. O objetivo é restaurar a perfusão e oxigenação tecidual.
A histerectomia é uma cirurgia de grande porte que envolve a remoção do útero, com risco de sangramento significativo intra ou pós-operatório. Uma hemorragia não controlada pode levar rapidamente a um quadro de choque hipovolêmico.
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