UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
Paciente vítima de trauma com hemorragia com grande perda sanguínea, evoluindo com PA 9/7 mmHg, pulso filiforme, FC 120 bpm. Entre os distúrbios metabólicos no equilíbrio ácido-base, qual o mais provável?
Hemorragia maciça + choque hipovolêmico → hipoperfusão tecidual → metabolismo anaeróbico → Acidose metabólica (lática).
Em um paciente com trauma e grande perda sanguínea, a hipovolemia leva ao choque e à hipoperfusão tecidual. Isso resulta em metabolismo anaeróbico, acúmulo de lactato e, consequentemente, acidose metabólica com ânion gap elevado.
O choque hemorrágico é uma condição de emergência grave resultante da perda aguda de volume sanguíneo, levando à perfusão tecidual inadequada e disfunção orgânica. É uma das principais causas de mortalidade em pacientes traumatizados. A rápida identificação e manejo são cruciais para a sobrevida do paciente, focando na interrupção da hemorragia e na reposição volêmica. Em situações de grande perda sanguínea e choque, o corpo entra em um estado de hipoperfusão tecidual generalizada. A falta de oxigênio nos tecidos força as células a mudar para o metabolismo anaeróbico para produzir energia. Este processo tem como subproduto o ácido lático, que se acumula no sangue. O acúmulo de ácido lático leva a uma diminuição do pH sanguíneo e do bicarbonato, caracterizando a acidose metabólica com ânion gap elevado. A acidose metabólica é um distúrbio ácido-base comum e grave no choque hemorrágico, contribuindo para a disfunção miocárdica, vasodilatação periférica e diminuição da resposta a catecolaminas, formando um ciclo vicioso que agrava o choque. O tratamento visa corrigir a causa subjacente (hemorragia), restaurar a perfusão com fluidos e hemoderivados, e, em casos extremos, considerar o uso de bicarbonato de sódio, embora a correção da causa seja primordial.
A perda sanguínea maciça causa hipoperfusão tecidual, levando à isquemia e ao metabolismo anaeróbico. Isso resulta na produção e acúmulo de ácido lático, causando acidose metabólica.
Além dos sinais de choque (taquicardia, hipotensão, pulsos filiformes), o paciente pode apresentar respiração de Kussmaul (hiperventilação compensatória) e alteração do nível de consciência.
A reposição volêmica agressiva e o controle da hemorragia restauram a perfusão tecidual, revertendo o metabolismo anaeróbico e, consequentemente, corrigindo a acidose lática.
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