Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Um paciente do sexo masculino, 45 anos, apresenta-se na emergência com quadro de dor abdominal intensa, vômitos e hipotensão (PA 80/50 mmHg). Ao exame físico, observa-se abdome distendido e peritonite. A tomografia computadorizada revela grande quantidade de líquido livre na cavidade peritoneal. Qual das seguintes medidas é prioritária antes de encaminhar o paciente para a cirurgia?
Paciente hipotenso com peritonite e líquido livre → prioridade é ressuscitação volêmica com cristaloides.
Em um paciente com abdome agudo cirúrgico e sinais de choque (hipotensão), a prioridade absoluta é a estabilização hemodinâmica através da reposição volêmica agressiva com cristaloides, antes de qualquer intervenção cirúrgica.
Pacientes que se apresentam na emergência com dor abdominal intensa, sinais de peritonite e hipotensão representam um quadro de abdome agudo cirúrgico complicado por choque. A hipotensão (PA 80/50 mmHg) é um sinal crítico de choque, que pode ser hipovolêmico devido à perda de fluidos para o terceiro espaço na cavidade peritoneal e/ou séptico. A estabilização hemodinâmica é a medida mais urgente para garantir a perfusão de órgãos vitais. A fisiopatologia do choque hipovolêmico nesse contexto envolve a translocação de grandes volumes de líquido intravascular para a cavidade peritoneal devido à inflamação e infecção (peritonite), além de perdas por vômitos. Isso leva a uma diminuição do volume circulante efetivo, comprometendo o débito cardíaco e a perfusão tecidual. A infusão rápida de cristaloides (como soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) visa restaurar rapidamente a volemia e a pressão arterial. Antes de qualquer intervenção cirúrgica definitiva, a ressuscitação volêmica agressiva é fundamental para otimizar o estado hemodinâmico do paciente, reduzir o risco de complicações intra e pós-operatórias e melhorar o prognóstico. Embora antibióticos e exames adicionais sejam importantes, a correção da hipotensão precede essas medidas para garantir a segurança do paciente durante o procedimento cirúrgico.
A hipotensão indica choque, provavelmente hipovolêmico devido à perda de fluidos para o terceiro espaço na peritonite. A reposição rápida de cristaloides visa restaurar a volemia e a perfusão tecidual antes da cirurgia.
Operar um paciente em choque aumenta significativamente o risco de complicações intra e pós-operatórias, como arritmias, insuficiência renal aguda, isquemia mesentérica e morte.
A transfusão de sangue é considerada se houver evidência de sangramento ativo significativo ou anemia grave que não responde à reposição volêmica com cristaloides, após a estabilização inicial.
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