SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2023
Um paciente de 23 anos sofreu um acidente automobilístico com trauma contuso abdominal importante. Foi admitido no serviço de emergência com frequência cardíaca de 122, pressão arterial de 70 x 40 mmHg e frequência respiratória de 35ipm. Em relação ao manejo desse paciente e aos conhecimentos médicos correlacionados, julgue o item a seguir.Esse paciente pode ser classificado como em estado de choque classe II.
Choque Classe II: FC 100-120, PA normal, FR 20-30, perda 15-30%. Paciente com PA 70x40 mmHg já está em choque Classe III ou IV.
A classificação do choque hipovolêmico pelo ATLS baseia-se em parâmetros como frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, débito urinário e estado mental. Uma pressão arterial sistólica < 90 mmHg ou < 70 mmHg em crianças é um sinal de choque grave, geralmente correspondendo a classes III ou IV, indicando uma perda volêmica significativa.
O choque hipovolêmico é uma condição de emergência caracterizada pela perda aguda de volume intravascular, levando à perfusão tecidual inadequada e disfunção orgânica. No contexto de trauma, é frequentemente causado por hemorragia. A rápida identificação e manejo são cruciais para a sobrevida do paciente, sendo um tema central no Advanced Trauma Life Support (ATLS). A classificação do choque hemorrágico pelo ATLS divide a condição em quatro classes, baseando-se na porcentagem de perda volêmica e nos sinais clínicos resultantes, como frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, débito urinário e estado mental. A hipotensão arterial (PA < 90 mmHg) geralmente indica uma perda volêmica de pelo menos 30% (Classe III) ou mais, refletindo um estágio descompensado do choque. O manejo inicial do choque hipovolêmico no trauma inclui controle da hemorragia, reposição volêmica com cristaloides e, se necessário, transfusão de hemoderivados. A avaliação contínua dos parâmetros hemodinâmicos e a reclassificação do choque são essenciais para guiar o tratamento e monitorar a resposta do paciente à ressuscitação.
Os parâmetros incluem frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, débito urinário, estado mental e perda sanguínea estimada. Esses dados ajudam a determinar a classe do choque.
Classe I: <15%; Classe II: 15-30%; Classe III: 30-40%; Classe IV: >40%. A perda de volume é diretamente proporcional à gravidade dos sinais clínicos.
A hipotensão é um sinal tardio porque o corpo ativa mecanismos compensatórios (taquicardia, vasoconstrição periférica) para manter a pressão arterial em estágios iniciais do choque. Quando a PA cai, a descompensação já é significativa.
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