UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Adolescente, 15 anos, sexo masculino, vítima de acidente automobilístico com amputação da perna direita no local do acidente, chega ao pronto-socorro trazido pelo SAMU. Monitorizado na sala de urgência, apresenta o seguinte exame físico: REG, descorada 3+/4+, hidratada, acianótica, anictérico. Glasgow 13, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits motores. Temperatura: 36 0C. Oroscopia e otoscopia normais. AP: murmúrio vesicular presentes em ambos os hemitórax, sem ruídos adventícios, SatO2: 98%. ACV: ruídos cardíacas em 2T sem sopros, PA= 70x40 mmHg, FC= 105 bpm. Abdome flácido, sem massas ou visceromegalias, RHA +. Pulsos +, finos, perfusão de 4 segundos.Com essas características, qual o tipo de choque esse paciente apresenta?
Trauma com amputação + hipotensão + taquicardia + perfusão > 2s → Choque hipovolêmico hemorrágico.
O choque hipovolêmico é a principal causa de choque em pacientes traumatizados, especialmente com hemorragias externas visíveis como amputações. A tríade de hipotensão, taquicardia e sinais de má perfusão periférica (pulsos finos, tempo de enchimento capilar prolongado, descoramento) é altamente sugestiva.
O choque hipovolêmico é uma condição de emergência caracterizada pela diminuição do volume intravascular efetivo, resultando em perfusão tecidual inadequada e disfunção orgânica. Em vítimas de trauma, como no caso de um acidente automobilístico com amputação, a hemorragia é a causa mais comum de hipovolemia. A rápida identificação e manejo são cruciais para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia envolve a perda de sangue, que leva à diminuição do retorno venoso, do débito cardíaco e, consequentemente, da pressão arterial. O corpo tenta compensar com taquicardia e vasoconstrição periférica, o que se manifesta clinicamente como pulsos finos, tempo de enchimento capilar prolongado e descoramento. A hipotensão (PA 70x40 mmHg) e a taquicardia (FC 105 bpm) são sinais cardinais. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na história de trauma com potencial perda sanguínea e nos achados do exame físico. O tratamento inicial foca no controle da hemorragia, reposição volêmica agressiva com cristaloides e, se necessário, hemoderivados, visando restaurar a perfusão tecidual e a oxigenação. A avaliação contínua do estado hemodinâmico e do nível de consciência é fundamental.
Os sinais incluem hipotensão, taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), pulsos periféricos finos ou ausentes, pele fria e pegajosa, descoramento de mucosas e alteração do nível de consciência.
A conduta inicial envolve controle da hemorragia, acesso venoso calibroso, reposição volêmica agressiva com cristaloides (solução fisiológica ou Ringer lactato) e, se necessário, transfusão de hemoderivados.
Um Glasgow de 13 indica uma alteração do nível de consciência, que pode ser um sinal de hipoperfusão cerebral devido ao choque hipovolêmico. A hipóxia cerebral e a diminuição do fluxo sanguíneo cerebral contribuem para a confusão e sonolência.
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