HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020
Sobre o choque no trauma é correto afirmar, EXCETO:
No choque hemorrágico, a hipotensão é um sinal TARDIO; taquicardia é a primeira alteração compensatória.
A primeira alteração no choque hemorrágico é a taquicardia, refletindo a tentativa do organismo de compensar a perda volêmica. A hipotensão arterial é um sinal tardio e grave, indicando descompensação.
O choque é uma condição de perfusão tecidual inadequada que leva à disfunção celular e orgânica. No contexto do trauma, a hemorragia é a causa mais prevalente e letal, sendo crucial o reconhecimento precoce dos sinais de choque para iniciar a ressuscitação e controlar a fonte do sangramento. A compreensão das diferentes etiologias do choque no trauma é fundamental para um manejo eficaz. A fisiopatologia do choque hemorrágico envolve a perda de volume intravascular, levando à diminuição do retorno venoso, débito cardíaco e, consequentemente, da perfusão tecidual. O organismo tenta compensar com taquicardia, vasoconstrição periférica e aumento da contratilidade miocárdica. A hipotensão arterial é um sinal de descompensação, indicando que os mecanismos compensatórios estão falhando. O choque neurogênico, por sua vez, resulta da perda do tônus simpático devido à lesão medular acima de T6, levando à vasodilatação e bradicardia. O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais vitais e na avaliação da perfusão. A conduta inicial para o choque no trauma segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), focando na identificação e controle da hemorragia, reposição volêmica e tratamento das causas específicas de choque. No choque hemorrágico, a prioridade é parar o sangramento e repor o volume perdido, preferencialmente com hemoderivados. No choque neurogênico, além da reposição volêmica cautelosa, podem ser necessários vasopressores para manter a pressão arterial e, em alguns casos, atropina para a bradicardia. O prognóstico está diretamente relacionado à rapidez do diagnóstico e tratamento. Pontos de atenção incluem a reavaliação contínua do paciente e a busca ativa por fontes de sangramento ocultas.
A hemorragia é, de longe, a causa mais comum de choque no trauma, sendo responsável pela maioria dos óbitos evitáveis e exigindo controle rápido da fonte de sangramento e reposição volêmica.
O choque neurogênico, causado por lesão medular alta (geralmente acima de T6), caracteriza-se por hipotensão e bradicardia (ou frequência cardíaca normal), devido à perda do tônus simpático e predominância parassimpática.
Não, lesões intracranianas isoladas raramente causam choque em adultos, pois o volume de sangramento é insuficiente para induzir hipovolemia sistêmica significativa. Em crianças, pode ocorrer em casos extremos de hemorragia intracraniana.
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