PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, 55 anos, almoxarife, colidiu seu veículo contra um poste, ficando cerca de uma hora preso às ferragens, consciente. Após sua retirada do carro, apresentava-se pálido, com frequência cardíaca de 130bpm, frequência respiratória de 32irpm, queixando-se de dor em membro inferior esquerdo, que estava deformado. Apresentava também lesão corto-contusa em sobrancelha esquerda e hematoma no local, sem sangramento ativo. Recebeu 2.000mL de soro fisiológico no transporte. À admissão no Pronto Socorro, estava confuso, PA 80x50mmHg, ausculta pulmonar mostrou murmúrio vesicular pouco diminuído bilateralmente. Não apresenta distensão abdominal e sem dor à palpação. A conduta inicial MAIS ADEQUADA é:
Trauma com choque refratário a fluidos → considerar hemotransfusão imediata para estabilização hemodinâmica.
Em um paciente traumatizado com sinais de choque hipovolêmico (taquicardia, hipotensão, confusão) que não responde a uma infusão inicial de 2 litros de cristaloides, a próxima conduta mais adequada é a hemotransfusão. Isso indica um choque hemorrágico grave e refratário, onde a reposição de volume com sangue é prioritária para restaurar a capacidade de transporte de oxigênio.
O manejo inicial do trauma segue o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), que prioriza a identificação e tratamento das lesões com risco de vida imediato. O choque hipovolêmico, frequentemente de origem hemorrágica em traumas, é uma das principais causas de mortalidade evitável. A avaliação rápida da volemia e a instituição de medidas de ressuscitação são cruciais para a sobrevida do paciente. No caso apresentado, o paciente exibe sinais clássicos de choque hipovolêmico grave (palidez, taquicardia, hipotensão, confusão mental) e já recebeu uma quantidade significativa de cristaloides (2 litros de soro fisiológico) sem melhora. Essa falta de resposta à reposição inicial de fluidos define o choque como refratário, sugerindo uma perda sanguínea contínua e substancial. Fraturas de ossos longos, como o fêmur, podem causar perdas sanguíneas significativas (até 1-2 litros por fêmur). Diante de um choque hemorrágico refratário, a conduta mais adequada é a transfusão de produtos sanguíneos (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado, plaquetas) para restaurar a capacidade de transporte de oxigênio e corrigir coagulopatias. Embora a imobilização da fratura seja importante, a estabilização hemodinâmica precede outras intervenções. A realização de tomografias deve ser postergada até que o paciente esteja hemodinamicamente estável, pois o transporte de um paciente instável para exames complementares pode agravar seu quadro.
Os sinais de choque hipovolêmico incluem taquicardia, hipotensão, pele fria e pálida, tempo de enchimento capilar prolongado, alteração do nível de consciência (confusão, letargia) e oligúria. A gravidade do choque é classificada com base nesses parâmetros.
A conduta inicial segue o protocolo ATLS, focando na avaliação primária (ABCDE), controle de hemorragias externas, acesso venoso calibroso e infusão rápida de 1 a 2 litros de cristaloides (soro fisiológico ou Ringer lactato). Se o paciente não responder, deve-se considerar a transfusão de produtos sanguíneos.
A hemotransfusão é a conduta mais adequada porque o paciente já recebeu 2 litros de soro e permanece em choque (hipotenso, taquicárdico, confuso), indicando um choque hemorrágico refratário. A reposição de sangue é essencial para restaurar a capacidade de transporte de oxigênio e estabilizar o paciente, especialmente com suspeita de grande sangramento interno (fratura de fêmur).
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