SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024
Em um cenário de trauma, a equipe de PHTLS prepara e transporta as vítimas a um centro de trauma onde uma equipe com treinamento em ATLS está aguardando. Nesse contexto, em qual das seguintes situações o atendimento da equipe hospitalar será essencial para impactar na mortalidade?
Trauma pélvico + instabilidade hemodinâmica = alto risco de choque hemorrágico, exige intervenção hospitalar rápida.
A paciente com deformidade pélvica, desorientação, pele pálida e fria apresenta sinais clássicos de choque hemorrágico, provavelmente devido a sangramento interno massivo associado à fratura pélvica. Este é um cenário de 'golden hour' onde a intervenção hospitalar (controle de hemorragia, transfusão) é crítica para a sobrevida.
O atendimento ao paciente traumatizado segue protocolos bem estabelecidos como o PHTLS (Prehospital Trauma Life Support) e o ATLS (Advanced Trauma Life Support), que visam identificar e tratar lesões com risco de vida de forma rápida e sistemática. A 'golden hour' ou 'hora de ouro' refere-se ao período crítico após o trauma, no qual intervenções eficazes podem fazer a diferença entre a vida e a morte. Em um cenário de trauma, a principal causa de morte evitável é a hemorragia. A fratura pélvica é particularmente perigosa devido à sua associação com sangramento maciço. A pelve é uma estrutura óssea e vascular complexa, e sua fratura pode levar à ruptura de vasos importantes, resultando em hemorragia retroperitoneal extensa e choque hipovolêmico grave. A paciente descrita com deformidade pélvica, desorientação, pele pálida e fria apresenta um quadro clínico de choque hemorrágico descompensado. Nesses casos, o atendimento hospitalar é essencial para o controle definitivo da hemorragia, seja por fixação externa da pelve, embolização angiográfica ou, em casos selecionados, laparotomia. Sem uma intervenção rápida e agressiva no ambiente hospitalar, a mortalidade é extremamente alta, destacando a importância da rápida identificação e transporte para um centro de trauma adequado.
Sinais incluem taquicardia, hipotensão, pele fria e pálida, tempo de enchimento capilar prolongado, alteração do nível de consciência, oligúria e pulsos finos.
A pelve é uma estrutura altamente vascularizada, e fraturas instáveis podem romper vasos sanguíneos importantes e plexos venosos, levando a sangramentos retroperitoneais e intra-abdominais maciços, difíceis de controlar e com grande potencial de choque.
A conduta inicial inclui estabilização da pelve (cinto pélvico), acesso venoso calibroso, reposição volêmica com cristaloides e hemoderivados, e controle definitivo da hemorragia (embolização angiográfica, fixação externa ou, em casos selecionados, laparotomia).
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