HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2020
Sobre o choque hemorrágico no Trauma é incorreto afirmar:
PAS não é confiável para choque hemorrágico; hipotensão permissiva contraindicada em TCE.
A pressão arterial sistólica pode ser mantida por mecanismos compensatórios até que o choque hemorrágico esteja avançado, tornando-a um indicador tardio e pouco sensível. A hipotensão permissiva é uma estratégia que visa evitar a diluição e a coagulopatia, mas é perigosa em pacientes com TCE devido ao risco de hipoperfusão cerebral.
O choque hemorrágico é a principal causa de morte evitável no trauma, sendo crucial seu reconhecimento e manejo rápidos. A compreensão da fisiopatologia e dos indicadores de choque é fundamental para a tomada de decisões clínicas. A coagulopatia induzida por trauma é uma complicação precoce e grave, presente em até 25% dos politraumatizados, e é exacerbada pela acidose, hipotermia e diluição. O diagnóstico do choque hemorrágico não deve se basear apenas na pressão arterial sistólica, que é um indicador tardio devido aos mecanismos compensatórios. Outros sinais como taquicardia, alteração do nível de consciência, tempo de enchimento capilar e débito urinário são mais sensíveis. A hipotensão permissiva, embora benéfica em alguns contextos para evitar a diluição e a coagulopatia, é estritamente contraindicada em pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE) devido ao risco de hipoperfusão cerebral e piora do prognóstico neurológico. O manejo do choque hemorrágico envolve o controle da hemorragia, a ressuscitação volêmica balanceada e a correção da coagulopatia. O fibrinogênio é um dos primeiros fatores de coagulação a ser consumido ou diluído, sendo sua reposição precoce importante. A abordagem deve ser individualizada, visando restaurar a perfusão tecidual sem exacerbar a coagulopatia ou causar sobrecarga volêmica.
Sinais precoces incluem taquicardia, taquipneia, alteração do nível de consciência e diminuição da perfusão periférica, como tempo de enchimento capilar prolongado. A hipotensão é um sinal tardio.
A hipotensão permissiva é contraindicada no TCE devido ao risco de agravar a lesão cerebral secundária por hipoperfusão, o que pode aumentar a isquemia e a mortalidade.
O choque, a acidose, a hipotermia e a diluição por fluidos são fatores que contribuem para a coagulopatia induzida por trauma, formando a "tríade letal" que agrava o sangramento.
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