PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
As principais causas de parada cardiorrespiratória em lactentes e crianças graves são o choque e a insuficiência respiratória. Diante da importância do atendimento precoce e adequado ao choque nesta faixa etária, a American Heart Association (AHA) fez algumas atualizações em relação ao tratamento no atendimento inicial. Qual das afirmativas abaixo NÃO É concernente com as recomendações da AHA de 2020:
Choque hemorrágico pediátrico: preferir hemoderivados precocemente, não apenas cristaloides 20mL/kg.
As diretrizes da AHA 2020 para choque pediátrico enfatizam a cautela na fluidoterapia, especialmente no choque séptico. No choque hemorrágico, a prioridade é o controle da hemorragia e a reposição com hemoderivados (sangue total ou componentes) o mais cedo possível, não apenas cristaloides, diferenciando-o de outros choques hipovolêmicos.
O choque em lactentes e crianças é uma condição grave que pode rapidamente progredir para parada cardiorrespiratória se não for prontamente reconhecido e tratado. As principais causas incluem choque hipovolêmico (desidratação, hemorragia) e choque séptico. As diretrizes da American Heart Association (AHA) são cruciais para padronizar o atendimento e melhorar os desfechos. A fisiopatologia do choque pediátrico envolve a falha em manter a perfusão tecidual adequada, levando à disfunção celular e orgânica. O reconhecimento precoce dos sinais de choque (taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado, pulsos débeis, alteração do nível de consciência) é vital. A abordagem inicial inclui a estabilização da via aérea e respiração, seguida pela ressuscitação volêmica. As recomendações da AHA 2020 enfatizam a individualização da fluidoterapia. No choque séptico, a administração de fluidos deve ser cautelosa e reavaliada sequencialmente (10-20 mL/kg). No choque hemorrágico, a prioridade é o controle da hemorragia e a reposição precoce com hemoderivados, não apenas cristaloides, para evitar a coagulopatia dilucional. Vasoativos e corticoides têm papéis específicos em casos refratários.
No choque séptico, a AHA recomenda cautela com fluidos (10-20mL/kg com reavaliação), enquanto no choque hemorrágico, a prioridade é o controle da fonte de sangramento e a reposição precoce com hemoderivados, não apenas cristaloides.
Vasoativos como epinefrina ou norepinefrina são indicados em bebês e crianças com choque séptico refratário à fluidoterapia inicial, visando manter a perfusão e a pressão arterial.
Corticoides em dose de estresse podem ser considerados para bebês e crianças com choque séptico que não respondem à fluidoterapia e necessitam de suporte vasoativo, especialmente se houver suspeita de insuficiência adrenal relativa.
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