IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022
Segundo as novas recomendações para parada cardiorrespiratória (RCP) em pediatria, com base no Guia da American Heart Association de 2020, no choque hemorrágico depois de trauma, é aconselhável administrar, quando disponível,
Choque hemorrágico pediátrico pós-trauma → Administrar derivados de sangue quando disponíveis.
No choque hemorrágico pediátrico pós-trauma, após a administração inicial de cristaloides, a prioridade é a reposição dos componentes sanguíneos perdidos. Derivados de sangue, como concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas, são essenciais para restaurar a capacidade de transporte de oxigênio e a coagulação.
O choque hemorrágico em pediatria, especialmente após trauma, é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e manejo agressivo para prevenir morbimortalidade. As diretrizes da American Heart Association (AHA) de 2020 enfatizam a importância de uma abordagem sistemática, que vai além da simples reposição volêmica com cristaloides. Para residentes de pediatria, emergência e terapia intensiva, dominar este tema é crucial. Inicialmente, a reanimação do choque hemorrágico pediátrico envolve a administração de bolus de cristaloides isotônicos (20 mL/kg). No entanto, em casos de hemorragia significativa e persistência do choque, a reposição exclusiva com cristaloides pode levar à diluição dos fatores de coagulação e à anemia, agravando o quadro. É neste ponto que a administração precoce de derivados de sangue se torna imperativa. Os derivados de sangue, como concentrado de hemácias (para restaurar a capacidade de transporte de oxigênio), plasma fresco congelado (para repor fatores de coagulação) e plaquetas (para hemostasia), são essenciais para corrigir os déficits específicos causados pela perda sanguínea. A decisão de iniciar a transfusão de hemocomponentes deve ser baseada na avaliação clínica da gravidade da hemorragia e na resposta à fluidoterapia inicial, seguindo protocolos de transfusão maciça quando indicados. O conhecimento dessas recomendações é vital para otimizar o cuidado e melhorar os desfechos em crianças traumatizadas.
Em crianças, os sinais de choque hemorrágico incluem taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), pulsos periféricos fracos, pele fria e pálida, alteração do nível de consciência e hipotensão (sinal tardio e grave). A hipotensão em crianças indica um choque descompensado.
A conduta inicial envolve a estabilização da via aérea e ventilação, controle da hemorragia externa e acesso vascular. A fluidoterapia inicial consiste na administração rápida de bolus de cristaloides isotônicos (ex: soro fisiológico 0,9%) em doses de 20 mL/kg, que podem ser repetidos. No entanto, em choque hemorrágico grave, a transição para derivados de sangue deve ser precoce.
Em choque hemorrágico grave, a perda de sangue total compromete não apenas o volume, mas também a capacidade de transporte de oxigênio (hemácias) e a coagulação (plaquetas e fatores de coagulação). Soluções cristaloides diluem esses componentes essenciais, enquanto os derivados de sangue (concentrado de hemácias, plasma, plaquetas) repõem diretamente o que foi perdido, sendo cruciais para a sobrevida.
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