Choque Hemorrágico Pediátrico: Manejo com Derivados de Sangue

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022

Enunciado

Segundo as novas recomendações para parada cardiorrespiratória (RCP) em pediatria, com base no Guia da American Heart Association de 2020, no choque hemorrágico depois de trauma, é aconselhável administrar, quando disponível,

Alternativas

  1. A) solução composta por 50% de glicose e 50% de soro fisiológico.
  2. B) glicose 5%.
  3. C) adrenalina.
  4. D) solução salina.
  5. E) derivados de sangue.

Pérola Clínica

Choque hemorrágico pediátrico pós-trauma → Administrar derivados de sangue quando disponíveis.

Resumo-Chave

No choque hemorrágico pediátrico pós-trauma, após a administração inicial de cristaloides, a prioridade é a reposição dos componentes sanguíneos perdidos. Derivados de sangue, como concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas, são essenciais para restaurar a capacidade de transporte de oxigênio e a coagulação.

Contexto Educacional

O choque hemorrágico em pediatria, especialmente após trauma, é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e manejo agressivo para prevenir morbimortalidade. As diretrizes da American Heart Association (AHA) de 2020 enfatizam a importância de uma abordagem sistemática, que vai além da simples reposição volêmica com cristaloides. Para residentes de pediatria, emergência e terapia intensiva, dominar este tema é crucial. Inicialmente, a reanimação do choque hemorrágico pediátrico envolve a administração de bolus de cristaloides isotônicos (20 mL/kg). No entanto, em casos de hemorragia significativa e persistência do choque, a reposição exclusiva com cristaloides pode levar à diluição dos fatores de coagulação e à anemia, agravando o quadro. É neste ponto que a administração precoce de derivados de sangue se torna imperativa. Os derivados de sangue, como concentrado de hemácias (para restaurar a capacidade de transporte de oxigênio), plasma fresco congelado (para repor fatores de coagulação) e plaquetas (para hemostasia), são essenciais para corrigir os déficits específicos causados pela perda sanguínea. A decisão de iniciar a transfusão de hemocomponentes deve ser baseada na avaliação clínica da gravidade da hemorragia e na resposta à fluidoterapia inicial, seguindo protocolos de transfusão maciça quando indicados. O conhecimento dessas recomendações é vital para otimizar o cuidado e melhorar os desfechos em crianças traumatizadas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque hemorrágico em crianças?

Em crianças, os sinais de choque hemorrágico incluem taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), pulsos periféricos fracos, pele fria e pálida, alteração do nível de consciência e hipotensão (sinal tardio e grave). A hipotensão em crianças indica um choque descompensado.

Qual a conduta inicial no choque hemorrágico pediátrico pós-trauma?

A conduta inicial envolve a estabilização da via aérea e ventilação, controle da hemorragia externa e acesso vascular. A fluidoterapia inicial consiste na administração rápida de bolus de cristaloides isotônicos (ex: soro fisiológico 0,9%) em doses de 20 mL/kg, que podem ser repetidos. No entanto, em choque hemorrágico grave, a transição para derivados de sangue deve ser precoce.

Por que derivados de sangue são preferíveis a soluções cristaloides no choque hemorrágico grave?

Em choque hemorrágico grave, a perda de sangue total compromete não apenas o volume, mas também a capacidade de transporte de oxigênio (hemácias) e a coagulação (plaquetas e fatores de coagulação). Soluções cristaloides diluem esses componentes essenciais, enquanto os derivados de sangue (concentrado de hemácias, plasma, plaquetas) repõem diretamente o que foi perdido, sendo cruciais para a sobrevida.

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