HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Qual das seguintes afirmativas sobre o manejo do choque hemorrágico está correta?
Choque hemorrágico: controle da hemorragia é a prioridade máxima, antes da ressuscitação volêmica agressiva.
No choque hemorrágico, a prioridade absoluta é identificar e controlar a fonte do sangramento. A ressuscitação volêmica é importante, mas sem o controle da hemorragia, ela pode diluir fatores de coagulação e piorar o sangramento.
O choque hemorrágico é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela perda aguda de volume sanguíneo suficiente para comprometer a perfusão tecidual e a oxigenação celular. É frequentemente associado a traumas, hemorragias gastrointestinais, obstétricas ou cirúrgicas. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia envolve a diminuição do volume intravascular, que leva à redução do retorno venoso, do débito cardíaco e, consequentemente, da pressão arterial e da perfusão dos órgãos. O corpo tenta compensar com vasoconstrição e taquicardia, mas se a perda sanguínea persistir, os mecanismos compensatórios falham, resultando em disfunção orgânica e morte. O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais de hipoperfusão e na evidência de sangramento. O tratamento do choque hemorrágico segue princípios claros: a prioridade máxima é o controle da fonte de sangramento, seja por compressão direta, cirurgia, embolização ou outras intervenções. Simultaneamente, inicia-se a ressuscitação volêmica, preferencialmente com hemoderivados (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado, plaquetas) em uma proporção balanceada, conforme as diretrizes de transfusão maciça. A hipotensão permissiva pode ser empregada em pacientes com sangramento não controlado para evitar a piora da hemorragia. O objetivo é restaurar a perfusão tecidual e a capacidade de transporte de oxigênio, monitorando continuamente os parâmetros hemodinâmicos e laboratoriais.
A principal prioridade é o controle rápido e definitivo da fonte de sangramento. Sem isso, a ressuscitação volêmica pode ser ineficaz e até deletéria.
Hipotensão permissiva é uma estratégia que visa manter a pressão arterial sistólica em níveis mais baixos (ex: 80-90 mmHg) em pacientes com choque hemorrágico não controlado, para evitar a disrupção do coágulo e a exacerbação do sangramento, antes do controle cirúrgico ou intervencionista.
A ressuscitação volêmica agressiva antes do controle da hemorragia pode diluir os fatores de coagulação, induzir hipotermia e aumentar a pressão hidrostática, o que pode piorar o sangramento e a coagulopatia.
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