FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
O choque hemorrágico é a principal causa de morte de pessoas politraumatizadas, vítimas de acidentes, quedas etc. Considerando as características do choque hemorrágico classificado como classe I, é CORRETO afirmar:
Choque hemorrágico Classe I → perda < 15% volume, FC < 100 bpm, PA e pressão de pulso normais.
No choque hemorrágico classe I, a perda sanguínea é mínima (<15% do volume total), e o paciente geralmente apresenta sinais vitais próximos do normal, com a frequência cardíaca sendo o primeiro parâmetro a se alterar, mas ainda abaixo de 100 bpm.
O choque hemorrágico é uma condição grave e a principal causa de morte evitável em pacientes politraumatizados. A classificação do choque hemorrágico, conforme o Advanced Trauma Life Support (ATLS), baseia-se na perda volêmica e nas alterações fisiológicas resultantes, sendo crucial para guiar o manejo. O choque hemorrágico classe I representa a forma mais leve, com uma perda sanguínea de até 15% do volume circulante (aproximadamente 750 mL em um adulto). Nesta fase, o corpo ainda consegue compensar eficazmente a hipovolemia. Os sinais vitais geralmente permanecem próximos do normal: a pressão arterial sistólica e a pressão de pulso (diferença entre PA sistólica e diastólica) são mantidas, e a frequência respiratória é normal ou discretamente elevada. A característica mais marcante do choque classe I é a frequência cardíaca, que pode estar discretamente elevada, mas ainda se mantém abaixo de 100 batimentos por minuto. O paciente pode apresentar ansiedade leve. O reconhecimento precoce desta fase é vital para iniciar a reposição volêmica adequada e prevenir a progressão para classes mais graves de choque, onde a descompensação hemodinâmica é mais evidente e o prognóstico piora.
A perda sanguínea no choque hemorrágico classe I é de até 15% do volume sanguíneo total, o que corresponde a aproximadamente 750 mL em um adulto de 70 kg.
Os primeiros sinais incluem taquicardia leve (FC < 100 bpm), ansiedade discreta e, em alguns casos, discreta diminuição do débito urinário, enquanto a pressão arterial e a pressão de pulso permanecem normais.
O corpo compensa através da vasoconstrição periférica e do aumento da frequência cardíaca, mantendo a pressão arterial e a perfusão de órgãos vitais.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo