HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
Após identificados sinais de choque em pacientes politraumatizados o passo mais importante é a definição de sua causa para uma condução adequada das medidas de reanimação. No caso do choque hemorrágico, qual a medida mais eficaz para a restauração do retorno venoso do débito cardíaco e de uma perfusão tecidual adequada?
Choque hemorrágico em trauma: Controle da fonte de sangramento é a medida mais eficaz para restaurar perfusão e débito cardíaco.
No choque hemorrágico, a reposição volêmica e de hemoderivados são medidas de suporte cruciais, mas a resolução definitiva do choque e a restauração da perfusão tecidual dependem intrinsecamente da interrupção do sangramento ativo. Sem o controle da fonte, qualquer reposição é paliativa.
O choque hemorrágico é a principal causa de morte evitável em pacientes politraumatizados. A definição de sua causa é o passo mais importante para uma condução adequada da reanimação. No contexto do trauma, a perda de volume sanguíneo leva à diminuição do retorno venoso, do débito cardíaco e, consequentemente, da perfusão tecidual, culminando em disfunção orgânica e morte se não for rapidamente corrigida. Embora a reposição volêmica com cristaloides e a administração de hemoderivados (transfusão maciça) sejam componentes cruciais do manejo inicial para manter a perfusão e a oxigenação, essas medidas são paliativas. A fisiopatologia do choque hemorrágico é a perda contínua de sangue. Portanto, a medida mais eficaz e definitiva para restaurar o retorno venoso, o débito cardíaco e uma perfusão tecidual adequada é o controle da fonte de sangramento. O controle da hemorragia pode envolver intervenções cirúrgicas (laparotomia exploratória para trauma abdominal, toracotomia para trauma torácico), procedimentos endovasculares (embolização), ou medidas externas como compressão direta e torniquetes. A estratégia de 'hipotensão permissiva' pode ser empregada em pacientes sem lesão cerebral traumática, mantendo a pressão arterial sistólica em torno de 80-90 mmHg até o controle do sangramento, para evitar a disrupção do coágulo e a diluição dos fatores de coagulação.
O choque hemorrágico é causado pela perda de volume sanguíneo, enquanto outros choques (neurogênico, obstrutivo) têm causas diferentes. A prioridade no hemorrágico é parar a perda de sangue.
A reposição volêmica apenas substitui o volume perdido. Se o sangramento continuar, o paciente continuará a perder sangue, diluindo fatores de coagulação e piorando a condição. O controle da fonte interrompe a causa do choque.
Estratégias incluem compressão direta, torniquetes, embolização angiográfica, cirurgia de controle de danos (laparotomia, toracotomia exploratória) e estabilização de fraturas pélvicas.
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