UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024
Após a admissão hospitalar, cerca de um terço de todos os pacientes com trauma hemorrágico já apresentam sinais de coagulopatia.Em relação ao choque hemorrágico, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) Uma pressão arterial sistólica, alvo entre 100 e 120 mmHg, deve ser empregada até que o sangramento seja controlado.( ) Deve-se transfundir o paciente até atingir valores de hemoglobina entre 7,0 e 9,0 g/dL.( ) O ácido tranexâmico deve ser realizado assim que possível, em até três horas do trauma.( ) A profilaxia medicamentosa para tromboembolismo venoso pode ser iniciada após 24 horas do controle do sangramento.( ) Os níveis de cálcio ionizado não devem ser monitorizados de forma rotineira em pacientes que recebem transfusão maciça.Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Choque hemorrágico: Hipotensão permissiva (PAS 80-90 mmHg) até controle sangramento; Ácido tranexâmico precoce (<3h); Monitorar cálcio em transfusão maciça.
No choque hemorrágico, a reanimação com controle de danos visa manter uma pressão arterial sistólica (PAS) alvo mais baixa (80-90 mmHg) até o controle do sangramento, para evitar a diluição e a disrupção do coágulo. O ácido tranexâmico deve ser administrado o mais rápido possível, idealmente dentro de 3 horas do trauma, para reduzir a mortalidade. A monitorização do cálcio ionizado é crucial na transfusão maciça devido ao risco de hipocalcemia.
O choque hemorrágico é uma das principais causas de morte evitável em pacientes traumatizados. Cerca de um terço dos pacientes já apresenta coagulopatia na admissão, o que agrava o prognóstico. O manejo moderno foca na reanimação com controle de danos, que visa restaurar a perfusão tecidual sem exacerbar o sangramento ou induzir coagulopatia. A fisiopatologia do choque hemorrágico envolve a tríade letal: hipotermia, acidose e coagulopatia. A reanimação com controle de danos preconiza a hipotensão permissiva (PAS 80-90 mmHg) até o controle cirúrgico do sangramento, evitando a infusão excessiva de fluidos que pode diluir fatores de coagulação e aumentar a pressão hidrostática, piorando a hemorragia. A transfusão maciça deve seguir uma proporção balanceada de hemácias, plasma e plaquetas. O ácido tranexâmico, um antifibrinolítico, é crucial e deve ser administrado precocemente (dentro de 3 horas do trauma) para reduzir a mortalidade. A profilaxia medicamentosa para tromboembolismo venoso (TEV) é importante, mas deve ser iniciada apenas após 24 horas do controle do sangramento e estabilização do paciente. A monitorização rotineira dos níveis de cálcio ionizado é essencial em pacientes que recebem transfusão maciça, pois o citrato nos produtos sanguíneos pode causar hipocalcemia, comprometendo a coagulação e a função cardíaca.
A pressão arterial sistólica alvo inicial para pacientes com choque hemorrágico ativo, antes do controle cirúrgico do sangramento, é de 80-90 mmHg (hipotensão permissiva). Isso evita a piora da hemorragia e a diluição dos fatores de coagulação.
O ácido tranexâmico deve ser administrado o mais rápido possível, idealmente dentro de 3 horas após o trauma, para reduzir a mortalidade em pacientes com sangramento significativo ou risco de sangramento.
O citrato presente nos produtos sanguíneos transfundidos pode quelar o cálcio, levando à hipocalcemia. A hipocalcemia pode prejudicar a coagulação e a função miocárdica, sendo essencial a monitorização e reposição de cálcio ionizado durante as transfusões maciças.
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