Choque Hemorrágico Grau II: Reconhecimento e Manejo

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022

Enunciado

A classificação do choque hemorrágico em graus auxilia no diagnóstico e na conduta quanto à reposição volêmica. Podem ser usados parâmetros clínicos simples ou elaborados, sendo que, em vigência de gravidade, dá-se preferência para os parâmetros simples e para o início rápido do tratamento. Considerando os quatro graus do choque hemorrágico, quanto ao estado mental no grau II, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Sem alteração. 
  2. B) Confusão. 
  3. C) Letargia. 
  4. D) Ansiedade moderada. 

Pérola Clínica

Choque Hemorrágico Grau II = Perda 15-30% volume + FC > 100 + Ansiedade moderada.

Resumo-Chave

A classificação do choque hemorrágico em graus (I a IV) é fundamental para guiar a reposição volêmica e outras condutas. No Grau II, que corresponde a uma perda de 15-30% do volume sanguíneo, o paciente tipicamente apresenta taquicardia (>100 bpm), taquipneia, débito urinário ligeiramente diminuído e, classicamente, ansiedade moderada como alteração do estado mental.

Contexto Educacional

O choque hemorrágico é uma condição de emergência caracterizada pela perda aguda de volume sanguíneo, levando à perfusão tecidual inadequada e disfunção orgânica. A classificação em graus (I a IV), conforme o Advanced Trauma Life Support (ATLS), é uma ferramenta crucial para avaliar a gravidade da hemorragia e guiar a reposição volêmica e outras intervenções. Compreender esses graus é fundamental para residentes e estudantes de medicina no manejo de pacientes traumatizados. No choque hemorrágico Grau II, a perda de volume sanguíneo varia de 15% a 30% (aproximadamente 750-1500 mL em um adulto). Os sinais clínicos incluem taquicardia (FC > 100 bpm), taquipneia (FR 20-30 irpm), pressão arterial geralmente normal ou ligeiramente diminuída, débito urinário entre 20-30 mL/h e, caracteristicamente, ansiedade moderada. A pele pode estar fria e pálida. É importante notar que a pressão arterial pode ser um indicador tardio de choque, e outros parâmetros, como a frequência cardíaca e o estado mental, são mais sensíveis. O tratamento do choque hemorrágico envolve o controle da fonte de sangramento e a reposição volêmica agressiva. Inicialmente, são administrados cristaloides (solução salina isotônica ou Ringer Lactato). No Grau II, a resposta à infusão inicial de cristaloides é geralmente boa, mas a necessidade de transfusão sanguínea deve ser considerada se a resposta for transitória ou se houver progressão para graus mais avançados. A monitorização contínua dos parâmetros hemodinâmicos e do estado mental é essencial para avaliar a eficácia do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais parâmetros para classificar o choque hemorrágico?

Os principais parâmetros incluem a porcentagem de perda volêmica, frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, débito urinário e estado mental. Estes são usados para categorizar o choque em quatro graus, de I a IV, conforme o ATLS.

Qual a perda volêmica estimada no choque hemorrágico Grau II?

No choque hemorrágico Grau II, a perda volêmica estimada varia entre 15% e 30% do volume sanguíneo total do paciente. Isso corresponde a aproximadamente 750 a 1500 mL em um adulto de 70 kg.

Como o estado mental se altera nos diferentes graus de choque hemorrágico?

No Grau I, o estado mental é geralmente inalterado ou com leve ansiedade. No Grau II, há ansiedade moderada. No Grau III, o paciente apresenta confusão e letargia. No Grau IV, o paciente está letárgico ou inconsciente, refletindo hipoperfusão cerebral severa.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo